{"id":9142,"date":"2019-04-12T10:04:27","date_gmt":"2019-04-12T13:04:27","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=9142"},"modified":"2019-04-12T10:04:27","modified_gmt":"2019-04-12T13:04:27","slug":"divida-brasileira-deve-beirar-100-do-pib-em-cinco-anos-preve-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/divida-brasileira-deve-beirar-100-do-pib-em-cinco-anos-preve-fmi\/","title":{"rendered":"D\u00edvida brasileira deve beirar 100% do PIB em cinco anos, prev\u00ea FMI"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) melhorou ligeiramente as proje\u00e7\u00f5es para as contas p\u00fablicas brasileiras, mas as estimativas para a d\u00edvida bruta do pa\u00eds continuam a apontar uma trajet\u00f3ria de alta ininterrupta, chegando perto de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) num prazo de cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas estimativas do Fundo, o endividamento bruto alcan\u00e7ar\u00e1 97,6% do PIB em 2024. Em 2018, o indicador ficou em 87,9% do PIB, devendo subir para 90,4% do PIB neste ano, segundo o relat\u00f3rio Monitor Fiscal, divulgado nesta quarta-feira. O resultado prim\u00e1rio (que exclui gastos com juros), deficit\u00e1rio desde 2015, s\u00f3 voltar\u00e1 ao azul em 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outubro de 2018, o Fundo previa que a d\u00edvida bruta bateria em 98,3% do PIB em 2023 \u2013 a institui\u00e7\u00e3o apresenta proje\u00e7\u00f5es para um per\u00edodo m\u00e1ximo de cinco anos. Agora, a estimativa para o endividamento bruto em 2023 \u00e9 de 96,5% do PIB, ainda assim um n\u00famero muito elevado. A m\u00e9dia dos emergentes deve ficar em 53,4% do PIB neste ano, de acordo com o FMI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da magnitude, o endividamento brasileiro preocupa por sua trajet\u00f3ria projetada de alta cont\u00ednua e pelo seu custo pesado, j\u00e1 que os juros s\u00e3o elevados. A d\u00edvida bruta \u00e9 um dos principais indicadores de solv\u00eancia das contas p\u00fablicas de um pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Monitor Fiscal, o FMI trabalha com uma trajet\u00f3ria um pouco melhor para o resultado prim\u00e1rio. A diferen\u00e7a, por\u00e9m, \u00e9 pouco significativa. Em outubro, a expectativa era de um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 1,8% do PIB em 2019, expectativa mantida no relat\u00f3rio atual. O resultado seria zero em 2022, e agora se espera um pequeno super\u00e1vit de 0,1% do PIB. Em 2023, o super\u00e1vit ser\u00e1 de 0,6% do PIB, segundo a nova proje\u00e7\u00e3o; antes, se previa um n\u00famero de 0,5% do PIB. Para 2024, a aposta \u00e9 num super\u00e1vit de 1% do PIB. As proje\u00e7\u00f5es de crescimento do PIB n\u00e3o tiveram grandes varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O FMI usa um crit\u00e9rio diferente das autoridades brasileiras para a d\u00edvida bruta, incluindo na conta os t\u00edtulos p\u00fablicos na carteira do Banco Central (BC). Pela metodologia brasileira, esses pap\u00e9is n\u00e3o fazem parte do c\u00e1lculo. Ainda assim, o n\u00edvel \u00e9 elevado. Ficou em 77,4% do PIB em fevereiro deste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, o indicador brasileiro foi o terceiro maior de uma lista de 39 pa\u00edses emergentes e de renda m\u00e9dia, excluindo a Venezuela. Os 87,9% do PIB do Brasil ficaram atr\u00e1s dos 92,6% do PIB do Egito e dos 88,1% do PIB de Angola. Em 2019, a d\u00edvida bruta brasileira ficar\u00e1 praticamente empatada com a angolana, nas proje\u00e7\u00f5es do Fundo. A do Brasil ser\u00e1 de 90,4% do PIB e a do pa\u00eds africano, de 90,5% do PIB. Em 2020, o endividamento bruto brasileiro passar\u00e1 a ser o maior desse grupo de pa\u00edses, atingindo 92,4% do PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, o FMI destaca a import\u00e2ncia de o Brasil adotar medidas para tentar equilibrar as contas p\u00fablicas. Como a It\u00e1lia, o pa\u00eds tem custos elevados de empr\u00e9stimo e grandes necessidades de financiamento, diz o Fundo, no relat\u00f3rio. Com isso, \u00e9 preciso promover um ajuste fiscal favor\u00e1vel ao crescimento, reduzindo vulnerabilidades de endividamento e construindo amortecedores para serem usados em caso de uma grande piora da economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Fundo lembra ainda que, para cumprir o teto de gastos, as autoridades brasileiras planejam implementar uma reforma da Previd\u00eancia e conter os gastos de pessoal. \u201cNo entanto, mesmo cumprindo com o teto de despesas, as proje\u00e7\u00f5es dos economistas do FMI s\u00e3o de que a d\u00edvida p\u00fablica continuar\u00e1 a aumentar at\u00e9 pouco menos de 100% do PIB em 2024\u201d, destaca o relat\u00f3rio da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num pa\u00eds que enfrenta press\u00f5es fiscais por causa do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, o FMI enfatiza a relev\u00e2ncia da reforma da Previd\u00eancia para criar espa\u00e7o nas contas p\u00fablicas. Entre as medidas necess\u00e1rias, o Fundo cita o aumento da idade m\u00ednima, a desvincula\u00e7\u00e3o do piso previdenci\u00e1rio do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a modera\u00e7\u00e3o da generosidade das aposentadorias, especialmente para servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Monitor foi divulgado na reuni\u00e3o de primavera do FMI e do Banco Mundial. O evento ocorre nesta semana em Washington.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Valor Econ\u00f4mico \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) melhorou ligeiramente as proje\u00e7\u00f5es para as contas p\u00fablicas brasileiras, mas as estimativas para a d\u00edvida bruta do pa\u00eds continuam a apontar uma trajet\u00f3ria de alta ininterrupta, chegando perto de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) num prazo de cinco anos. 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