{"id":8791,"date":"2019-03-07T11:41:28","date_gmt":"2019-03-07T14:41:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=8791"},"modified":"2019-03-08T12:32:34","modified_gmt":"2019-03-08T15:32:34","slug":"desigualdade-entre-homens-e-mulheres-no-trabalho-quase-nao-caiu-em-27-anos-diz-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/desigualdade-entre-homens-e-mulheres-no-trabalho-quase-nao-caiu-em-27-anos-diz-oit\/","title":{"rendered":"Desigualdade entre homens e mulheres no trabalho quase n\u00e3o caiu em 27 anos, diz OIT"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem, uma melhoria de apenas 1,9% com rela\u00e7\u00e3o a 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lacuna de g\u00eanero no trabalho quase n\u00e3o diminuiu nos \u00faltimos 27 anos e, em 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem, uma melhoria de apenas 1,9% com rela\u00e7\u00e3o a 1991, apontou nesta quarta-feira (6) a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Trabalho (OIT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho segue menor que a dos homens<br \/>\n<\/strong>Esse resultado vem ap\u00f3s um estudo recente e que evidenciou que 70% das mulheres preferem ter um emprego do que ficar em casa, algo com o que, al\u00e9m disso, 66,5% de homens est\u00e3o de acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mercado de trabalho brasileiro mostra que as mulheres levam desvantagem em cargos e \u00e1reas; diferen\u00e7as salariais chegam a 53%. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o se pode afirmar de maneira cr\u00edvel, em nenhuma regi\u00e3o e nem com rela\u00e7\u00e3o a nenhum grupo social, que as diferen\u00e7as quanto a emprego entre homens e mulheres acontecem porque as mulheres n\u00e3o querem trabalhar fora do lar\u201d, disse a chefe da \u00c1rea de G\u00eanero, Igualdade e Diversidade da OIT, Shauna Olney, em entrevista coletiva.<\/p>\n<p><strong>M\u00e3es s\u00e3o as mais afetadas<br \/>\n<\/strong>As mais afetadas pela desigualdade s\u00e3o as mulheres com filhos menores de seis anos, que sofrem com o que chamou de \u201cpenaliza\u00e7\u00e3o profissional da maternidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os \u00faltimos dados, em dez anos a diferen\u00e7a entre as mulheres sem filhos pequenos e as mulheres com filhos menores de seis anos que trabalham passou de 5,3% a 7,3%, sendo a principal raz\u00e3o para isso o aumento da presen\u00e7a das mulheres do primeiro grupo no mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A penaliza\u00e7\u00e3o da maternidade n\u00e3o se limita ao acesso a um emprego, mas segue as mulheres durante grande parte de sua trajet\u00f3ria profissional e dificulta suas possibilidades de chegar a postos de lideran\u00e7a, segundo a OIT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso \u00e9 demonstrado com fatos, j\u00e1 que apenas 25% dos cargos de gerentes com filhos menores seis anos s\u00e3o ocupados por mulheres, enquanto a propor\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos diretivos aumenta para 31% se n\u00e3o tiverem filhos pequenos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A OIT, al\u00e9m disso, estabeleceu em um recente relat\u00f3rio que em n\u00edvel mundial persiste uma diferen\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o de 20% entre homens e mulheres, uma realidade da qual n\u00e3o se salvam nem os pa\u00edses considerados mais evolu\u00eddos na mat\u00e9ria.<br \/>\nParidade de oportunidades<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Isl\u00e2ndia \u00e9 o \u00fanico que alcan\u00e7ou plena paridade nas oportunidades de trabalho para homens e mulheres, mas ainda n\u00e3o conseguiu igualdade de remunera\u00e7\u00f5es, por isso que o Governo anunciou medidas concretas para acabar com a lacuna salarial no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse fim, o governo tomou diversas medidas que v\u00e3o desde a certifica\u00e7\u00e3o de empresas que pagam por igual a homens e mulheres que realizam um trabalho de valor similar ao estabelecimento de um sistema para que as firmas privadas prestem contas a respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto que preocupa a OIT \u00e9 que a rentabilidade da educa\u00e7\u00e3o obtida pelas mulheres \u2013 em termos de emprego \u2013 \u00e9 menor que para os homens. Em n\u00edvel mundial, 41,5% das mulheres com t\u00edtulo universit\u00e1rio n\u00e3o trabalham, enquanto no caso dos homens s\u00e3o apenas 17,2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da penaliza\u00e7\u00e3o da maternidade, as mulheres s\u00e3o prejudicadas por serem as que assumem em geral o cuidado de pessoas dependentes, seja por velhice, doen\u00e7a ou incapacidade; assim como o trabalho dom\u00e9stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diretora do Departamento sobre Condi\u00e7\u00f5es de Trabalho e Igualdade da OIT, Manuela Tomei, disse que para que isto mude n\u00e3o \u00e9 suficiente apenas eliminar tudo aquilo que faz poss\u00edvel a discrimina\u00e7\u00e3o e o estabelecimento de regras de cumprimento volunt\u00e1rio, os pa\u00edses devem se dotar de leis espec\u00edficas que garantam n\u00e3o s\u00f3 a igualdade de tratamento e de oportunidades, mas igualdade de resultados, elementos que tamb\u00e9m deveriam estar inclu\u00eddos nos conv\u00eanios coletivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando isto \u00e9 deixado \u00e0 vontade das empresas, o impacto que tem \u00e9 limitado\u201d, afirmou Tomei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Em 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem, uma melhoria de apenas 1,9% com rela\u00e7\u00e3o a 1991. 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