{"id":8766,"date":"2019-02-26T10:10:52","date_gmt":"2019-02-26T13:10:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=8766"},"modified":"2019-02-26T10:10:52","modified_gmt":"2019-02-26T13:10:52","slug":"desigualdade-e-a-maior-em-sete-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/desigualdade-e-a-maior-em-sete-anos\/","title":{"rendered":"Desigualdade \u00e9 a maior em sete anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pressionado pela precariedade do mercado de trabalho, \u00edndice que mede a concentra\u00e7\u00e3o de renda sobe h\u00e1 16 trimestres consecutivos (Daniela Amorim e Vinicius Neder)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o ainda prec\u00e1ria no mercado de trabalho fez a concentra\u00e7\u00e3o de renda se aprofundar no Pa\u00eds ano passado. No quarto trimestre de 2018, a desigualdade, quando observada a renda domiciliar per capita, atingiu o maior patamar em pelo menos sete anos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (Ibre\/FGV) obtido com exclusividade pelo Estad\u00e3o\/Broadcast.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00cdndice de Gini do rendimento domiciliar per capita obtido do trabalho subiu de 0,6156 no terceiro trimestre de 2018 para 0,6259 no quarto trimestre do ano, o 16.\u00ba trimestre consecutivo de aumento. O \u00cdndice de Gini mede a desigualdade numa escala de 0 a 1 \u2013 quanto mais perto de 1, maior \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desigualdade social<\/strong><br \/>\nNo quarto trimestre de 2018, o \u00edndice atingiu o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada no primeiro trimestre de 2012. Foi quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) come\u00e7ou a ser apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Daniel Duque, pesquisador do mercado de trabalho no Ibre\/FGV, h\u00e1 algumas raz\u00f5es para a piora na desigualdade de renda. Entre elas, est\u00e3o a dificuldade de trabalhadores menos qualificados aumentarem seus rendimentos e a din\u00e2mica de reajustes do sal\u00e1rio m\u00ednimo. \u201cNa crise, a probabilidade de estar empregado e ter renda maior depende mais de o trabalhador ter qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o tem ganhos reais desde 2015\u201d, enumerou Duque, autor do levantamento. \u201cHouve tamb\u00e9m muita gera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o informal, que tem menores sal\u00e1rios. E h\u00e1 um desalento muito grande ainda.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o teve ganho real nos \u00faltimos anos por causa do encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e 2016. Pela regra de reajuste criada ainda nos governos do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, o reajuste do m\u00ednimo de um ano \u00e9 a soma da infla\u00e7\u00e3o (medida pelo INPC) do ano anterior somada \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do PIB de dois anos antes. Como em 2015 e 2016 o PIB teve varia\u00e7\u00e3o negativa, o sal\u00e1rio m\u00ednimo teve reajustes equivalentes apenas \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. A regra vale at\u00e9 este ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora, no ano passado, o n\u00famero de pessoas trabalhando tenha aumentado, a subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho segue elevada, lembrou Thiago Xavier, analista da Tend\u00eancias Consultoria Integrada. S\u00e3o considerados \u201csubutilizados\u201d os trabalhadores \u00e0 procura de emprego, os que n\u00e3o procuram uma vaga por acreditar que n\u00e3o encontrariam emprego ou os que est\u00e3o ocupados, mas trabalhando menos horas do que poderiam ou gostariam, ganhando menos por isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPrecisa ter uma rea\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho (para reduzir a desigualdade)\u201d, defendeu Xavier. \u201cPrecisa de gera\u00e7\u00e3o de vagas formais, com sal\u00e1rio m\u00e9dio maior, jornadas de trabalho que n\u00e3o fiquem aqu\u00e9m do desejado.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sa\u00edda<\/strong><br \/>\nO ex-banc\u00e1rio Carlos Cunha dos Santos Jr., de 45 anos, e a vendedora Viviane Almeida, de 46 anos, trabalham juntos h\u00e1 seis meses numa carrocinha de suco de laranja, no Centro do Rio. Viviane \u00e9 ga\u00facha, est\u00e1 radicada no Rio h\u00e1 sete anos e j\u00e1 trabalhou como cabeleireira e balconista. \u201cEst\u00e1 dif\u00edcil conseguir emprego, e trabalhar na rua foi uma forma que arrumei para me manter\u201d, disse Viviane.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Santos Jr., o neg\u00f3cio est\u00e1 dando certo, mas eles est\u00e3o apreensivos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda nos meses de menos calor. Com a carrocinha de suco, a dupla tem conseguido tirar cerca de R$ 4 mil a R$ 5 mil por m\u00eas para dividir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Estad\u00e3o \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Pressionado pela precariedade do mercado de trabalho, \u00edndice que mede a concentra\u00e7\u00e3o de renda sobe h\u00e1 16 trimestres consecutivos (Daniela Amorim e Vinicius Neder) A situa\u00e7\u00e3o ainda prec\u00e1ria no mercado de trabalho fez a concentra\u00e7\u00e3o de renda se aprofundar no Pa\u00eds ano passado. 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