{"id":8530,"date":"2019-01-28T11:15:14","date_gmt":"2019-01-28T13:15:14","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=8530"},"modified":"2019-01-28T11:15:14","modified_gmt":"2019-01-28T13:15:14","slug":"pais-criou-vagas-para-negros-e-pardos-em-2018-e-fechou-para-brancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias-em-destaque\/pais-criou-vagas-para-negros-e-pardos-em-2018-e-fechou-para-brancos\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds criou vagas para negros e pardos em 2018, e fechou para brancos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O ano de 2018 terminou com cria\u00e7\u00e3o de vagas formais para pessoas negras e pardas, mas fechamento de postos para brancos, segundo o Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged). Poderia ser uma not\u00edcia positiva \u2013 afinal, o desemprego entre pretos e pardos \u00e9 historicamente maior no Brasil que entre brancos. No entanto, os dados sugerem que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9, na verdade, de desigualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lista de postos que mais criaram empregos formais no Brasil conta com ocupa\u00e7\u00f5es de menor remunera\u00e7\u00e3o, como alimentador de linha de produ\u00e7\u00e3o, faxineiro, auxiliar de escrit\u00f3rio e servente de obras. Enquanto isso, os postos que lideraram as baixas no mercado formal s\u00e3o cargos de supervis\u00e3o e ger\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, aponta que essa diferen\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de empregos entre pretos e pardos e brancos estaria ligada \u201ca empregos de pior qualidade, mas n\u00e3o necessariamente de pior qualifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista comenta que, ap\u00f3s a perda de postos de trabalho em um per\u00edodo de crise, o mercado de trabalho vem voltando a abrir vagas, por\u00e9m com remunera\u00e7\u00e3o menor na compara\u00e7\u00e3o com os postos fechados. Nesse sentido, os dados refletem a presen\u00e7a maior de negros e pardos em cargos de baixa remunera\u00e7\u00e3o, enquanto os brancos predominam em postos com sal\u00e1rios maiores.<br \/>\n\u201cEsse fen\u00f4meno \u00e9, de fato, uma associa\u00e7\u00e3o perversa que se faz. H\u00e1 uma desigualdade no mercado de trabalho\u201d, diz Rossi. \u201cA popula\u00e7\u00e3o negra est\u00e1 associada a uma renda menor.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que efetivamente o rendimento m\u00e9dio de negros e pardos \u00e9 menor que o de brancos. Em 2017, o rendimento real de um trabalhador branco era de R$ 2.615, em m\u00e9dia. Enquanto isso, o de um negro ou pardo era de R$ 1.516.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diferen\u00e7a persiste mesmo quando os dados consideram pessoas com o mesmo n\u00edvel de escolaridade \u2013 ou seja, a remunera\u00e7\u00e3o de trabalhadores brancos \u00e9 maior que a de negros e pardos com o mesmo n\u00edvel de estudo. Os dados s\u00e3o da S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada no final de 2018.<br \/>\n\u201cAinda h\u00e1 uma desigualdade estrutural no mercado de trabalho, que trata de maneira diferente pessoas pela cor da pele, a despeito de n\u00edvel de escolaridade semelhante\u201d, comenta Rossi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IBGE tamb\u00e9m mostra que, historicamente, o desemprego afeta negros e pardos de maneira mais intensa. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) divulgada em novembro de 2018, enquanto a taxa de desocupa\u00e7\u00e3io entre brancos \u00e9 de 9,4%, entre pretos \u00e9 de 14,6% e entre pardos, de 13,8%.<br \/>\nOs dados<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Caged, em 2018 as demiss\u00f5es de trabalhadores brancos superaram as contrata\u00e7\u00f5es em 165 mil vagas. Enquanto isso, foram criadas 99 mil vagas para trabalhadores pretos e 325 mil para pardos. O fen\u00f4meno repete o que j\u00e1 havia sido registrado em 2017.<br \/>\nAs demonstram ainda que os postos que tiveram as maiores gera\u00e7\u00f5es de emprego com carteira s\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o mais baixa, enquanto entre as ocupa\u00e7\u00f5es que mais perderam vagas s\u00e3o de cargos de ger\u00eancia e supervis\u00e3o. Veja abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As 10 ocupa\u00e7\u00f5es que mais geraram empregos formais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alimentador de linha de produ\u00e7\u00e3o: 100.061<br \/>\nFaxineiro: 61.653<br \/>\nAuxiliar de escrit\u00f3rio, em geral: 56.511<br \/>\nServente de obras: 42.372<br \/>\nAtendente de lojas e mercados: 37.079<br \/>\nRepositor de mercadorias: 33.125<br \/>\nRecepcionista em geral: 28.530<br \/>\nEmbalador, a m\u00e3o: 27.497<br \/>\nAssistente administrativo: 25.702<br \/>\nT\u00e9cnico de enfermagem: 24.420<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As 10 ocupa\u00e7\u00f5es que mais perderam empregos formais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Supervisor administrativo: -23.712<br \/>\nGerente administrativo: -20.350<br \/>\nGerente de loja e supermercado: -12.984<br \/>\nGerente comercial: -10.550<br \/>\nMotorista de carro de passeio: -10.166<br \/>\nPedreiro: -9.425<br \/>\nGerente de vendas: -8.964<br \/>\nSupervisor de vendas comercial: -8.505<br \/>\nCozinheiro geral: -8.213<br \/>\nConferente de carga e descarga: -8.173<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1 \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">O ano de 2018 terminou com cria\u00e7\u00e3o de vagas formais para pessoas negras e pardas, mas fechamento de postos para brancos, segundo o Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged). 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