{"id":853,"date":"2018-01-07T10:29:12","date_gmt":"2018-01-07T12:29:12","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=853"},"modified":"2018-01-07T10:30:01","modified_gmt":"2018-01-07T12:30:01","slug":"a-economia-esta-melhorando-para-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/a-economia-esta-melhorando-para-quem\/","title":{"rendered":"A economia est\u00e1 melhorando? Para quem?"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_854\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-854\" class=\"wp-image-854 size-full\" title=\"A economia est\u00e1 melhorando? Para quem?\" src=\"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas.jpg\" alt=\"A economia est\u00e1 melhorando? Para quem?\" width=\"780\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas.jpg 780w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-400x250.jpg 400w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-450x283.jpg 450w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-768x482.jpg 768w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-24x15.jpg 24w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-36x23.jpg 36w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-48x30.jpg 48w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-300x188.jpg 300w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/crise_social_favelas-600x377.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><p id=\"caption-attachment-854\" class=\"wp-caption-text\">Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior do Brasil<br \/>\n Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/div>\n<p>Dados refor\u00e7am que o avan\u00e7o dos indicadores propagados por governo e imprensa comercial est\u00e1 muito longe de beneficiar os brasileiros; para escritor, ignor\u00e2ncia e pobreza s\u00e3o mantidas para promover apatia da popula\u00e7\u00e3o e sua domina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os consumidores de informa\u00e7\u00f5es veiculadas pela grande m\u00eddia comercial se deparam a todo momento com not\u00edcias e comentaristas martelando bons \u00edndices econ\u00f4micos, como a queda dos juros b\u00e1sicos, super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial e cria\u00e7\u00e3o de empregos \u2013 mesmo com a elimina\u00e7\u00e3o de mais de 12 mil postos de trabalho apenas em novembro.<\/p>\n<p>Entretanto, recortes de dados mais aprofundados refor\u00e7am que essa suposta melhoria da economia est\u00e1 longe de beneficiar a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 o trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego estava em 12%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic\u00edlios (Pnad Continua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), o que significa 12,6 milh\u00f5es de pessoas desocupadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa do IBGE, cerca da metade dos trabalhadores brasileiros sequer recebe um sal\u00e1rio-m\u00ednimo por m\u00eas, cujo novo valor, de R$ 954, determinado pelo presidente n\u00e3o eleito Michel Temer, representa aumento de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o ao piso anterior, de R$ 937. O aumento sequer corrige as perdas para a infla\u00e7\u00e3o, que deve fechar o ano em torno de 2,8%.<\/p>\n<p>Apenas os custos com alimenta\u00e7\u00e3o, ou seja, o valor da cesta b\u00e1sica, estavam, em novembro, entre R$ 327,85 (a mais barata, em Recife) e R$ 444,16 (a mais cara, em Porto Alegre), conforme levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos).<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBGE, dos 88,9 milh\u00f5es de trabalhadores ocupados em 2016, 44,4 milh\u00f5es recebiam, em m\u00e9dia, o equivalente a 85% do valor do sal\u00e1rio-m\u00ednimo vigente, ou R$ 747. Por outro lado, 889 mil pessoas (1% do total da popula\u00e7\u00e3o empregada) recebia, em m\u00e9dia, R$ 27 mil mensais, o que coloca o Brasil na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o do ranking de pa\u00edses mais desiguais do mundo.<\/p>\n<p>Refor\u00e7o \u00e0 injusti\u00e7a social \u2013 Levantamento da ONG brit\u00e2nica Oxfam divulgado em setembro revelou que os 5% mais ricos det\u00eam a mesma fatia de renda que os demais 95% da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, mostra que os super ricos (0,1% da popula\u00e7\u00e3o brasileira hoje) ganham em um m\u00eas o mesmo que uma pessoa que recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo ganharia trabalhando por 19 anos seguidos.<\/p>\n<p>A mis\u00e9ria est\u00e1 voltando a patamares anteriores ao in\u00edcio da crise econ\u00f4mica, aponta o documento S\u00edntese de Indicadores Sociais, do IBGE. O levantamento revela que, em 2016, o n\u00famero de brasileiros vivendo com rendimentos mensais abaixo de um quarto do sal\u00e1rio-m\u00ednimo havia aumentado 53% em compara\u00e7\u00e3o com 2014, alcan\u00e7ando 24,8 milh\u00f5es de pessoas, ou seja, 12,1% do total da popula\u00e7\u00e3o vivem na \u201cpobreza extrema\u201d.<\/p>\n<p>Conforme divulgou o IBGE em dezembro, 52,2 milh\u00f5es de pessoas viviam abaixo da linha de pobreza em 2016, ou 25,4% da popula\u00e7\u00e3o. No caso da pobreza extrema, eram 13,35 milh\u00f5es de pessoas, 6,5% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em artigo ao jornal El Pa\u00eds, o escritor Luiz Ruffato avalia que a m\u00e1 qualidade da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u2013 o Brasil ocupa o pen\u00faltimo lugar no ranking da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) \u2013 explica a aliena\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es coletivas. Para Ruffato, a falta de acesso a conhecimento resulta em dificuldade de compreender o mundo e, por consequ\u00eancia, de tentar mudar a realidade \u00e0 nossa volta. Assim tamb\u00e9m a pobreza.<\/p>\n<p>\u201cUma popula\u00e7\u00e3o premida por solucionar cotidianamente quest\u00f5es prim\u00e1rias de sobreviv\u00eancia individual \u2013 comida e teto \u2013 e que n\u00e3o alimenta a menor esperan\u00e7a de que amanh\u00e3 ser\u00e1 um dia melhor, n\u00e3o tem energia para despender na resolu\u00e7\u00e3o de problemas coletivos. Junte-se a isso a total desmoraliza\u00e7\u00e3o da classe pol\u00edtica e do Poder Judici\u00e1rio, e o resultado \u00e9 esse que estamos assistindo: o desd\u00e9m pelas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es\u201d, opina o escritor.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio recente do Banco Mundial aponta que embora as habilidades de brasileiros de 15 anos tenham melhorado nos \u00faltimos anos, no ritmo atual de avan\u00e7o eles n\u00e3o atingir\u00e3o a nota m\u00e9dia dos pa\u00edses ricos em matem\u00e1tica por 75 anos. Em leitura, vai demorar mais de 260 anos.<\/p>\n<p>Como sentenciou o antrop\u00f3logo e escritor Darcy Ribeiro, \u201ca crise da educa\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o \u00e9 crise; \u00e9 um projeto\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: SP Banc\u00e1rios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Dados refor\u00e7am que o avan\u00e7o dos indicadores propagados por governo e imprensa comercial est\u00e1 muito longe de beneficiar os brasileiros; para escritor, ignor\u00e2ncia e pobreza s\u00e3o mantidas para promover apatia da popula\u00e7\u00e3o e sua domina\u00e7\u00e3o Os consumidores de informa\u00e7\u00f5es veiculadas pela grande m\u00eddia comercial se deparam a todo momento com not\u00edcias e comentaristas martelando bons [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":854,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-853","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/853\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}