{"id":8441,"date":"2019-01-15T13:46:21","date_gmt":"2019-01-15T15:46:21","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=8441"},"modified":"2019-01-15T13:46:21","modified_gmt":"2019-01-15T15:46:21","slug":"reforma-da-previdencia-eleva-a-previsao-de-alta-do-pib-para-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/reforma-da-previdencia-eleva-a-previsao-de-alta-do-pib-para-2019\/","title":{"rendered":"Reforma da Previd\u00eancia eleva a previs\u00e3o de alta do PIB para 2019"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A imin\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o de uma reforma da Previd\u00eancia mais r\u00edgida do que a proposta pelo governo Michel Temer surte efeito positivo nas previs\u00f5es dos economistas para a atividade deste ano. Ap\u00f3s onda de otimismo ser antecipada pelo mercado de capitais, em raz\u00e3o da sinaliza\u00e7\u00e3o de que a proposta ser\u00e1 mais \u201crobusta\u201d, foi a vez do Boletim Focus, relat\u00f3rio semanal divulgado pelo Banco Central (BC), revelar melhora nas expectativas, com proje\u00e7\u00e3o de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,57% em 2019, ante estimativa de 2,53% da semana anterior.<\/p>\n<p>\u00c9 o maior \u00edndice desde junho de 2018, quando especialistas tentavam quantificar o impacto da greve dos caminhoneiros na economia. O baque foi expressivo e frustrou as proje\u00e7\u00f5es para a atividade do \u00faltimo ano, o que tamb\u00e9m contaminou as expectativas para 2019.<\/p>\n<p>A alta de 3% ainda \u00e9 considerada como improv\u00e1vel por analistas. Eles entendem que os elementos, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o mostram que o PIB do Brasil vai testar patamares maiores. O consumo e o investimento est\u00e3o baixos gra\u00e7as ao n\u00famero elevado de desempregados. Mesmo com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma, n\u00e3o haver\u00e1 significativa mudan\u00e7a nesse cen\u00e1rio, segundo o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso diferenciar. Ainda que os ativos tenham subido fortemente, n\u00e3o podemos associar diretamente esse ganho \u00e0 economia real\u201d, afirmou. \u201c\u00c9 pouco prov\u00e1vel que cheguemos em 3%, at\u00e9 porque a reforma n\u00e3o tem impacto de custo a curto prazo. Ser\u00e1 preciso tamb\u00e9m grande empenho do governo para recuperar as finan\u00e7as de estados e munic\u00edpios\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o de uma reforma da Previd\u00eancia que traz economia mais forte em 10 anos, como vem sendo aventado por parte da equipe econ\u00f4mica, deixa os investidores confiantes de que haver\u00e1 uma \u201crearruma\u00e7\u00e3o\u201d das contas de forma eficaz, possibilitando a retomada de previsibilidade \u00e0s empresas.<\/p>\n<p><strong>Previsibilidade<\/strong><br \/>\nPara Bruno Vin\u00edcius Ramos, professor do Departamento de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis e Atuariais da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), o mercado monitora, positivamente, o movimento de ajuste fiscal. \u201cNeste momento, h\u00e1 um vi\u00e9s otimista na economia, aguardando as reformas que foram prometidas. Para se ter ideia, a proposta ventilada pelo governo Bolsonaro tem a inten\u00e7\u00e3o de economizar R$ 1 trilh\u00e3o dos cofres p\u00fablicos nos pr\u00f3ximos 10 anos, enquanto a proposta de Michel Temer economizaria R$ 689 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. Ou seja, esses dados geram um foco de otimismo na atividade econ\u00f4mica do pa\u00eds\u201d, disse.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m teve influ\u00eancia na melhora das proje\u00e7\u00f5es para atividade do pa\u00eds o fato de o governo atacar outra ponta do rombo da Previd\u00eancia, as fraudes. \u00c9 esperado, para hoje, a publica\u00e7\u00e3o de uma medida provis\u00f3ria que prev\u00ea um pente-fino nos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios. Pelos c\u00e1lculos da equipe econ\u00f4mica, com isso, poderia se evitar gastos de R$ 17 bilh\u00f5es a R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Boletim Focus mostrou tamb\u00e9m que a perspectiva para o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) teve leve alta entre os economistas. A previs\u00e3o \u00e9 de que, agora, o IPCA encerre 2019 a 4,02%, enquanto que, na \u00faltima pesquisa, a estimativa era de fechamento a 4,01%. J\u00e1 a taxa Selic foi mantida em 7%, mesma previs\u00e3o da segunda-feira passada, enquanto que, para o mercado financeiro, a estimativa \u00e9 de que o d\u00f3lar encerre o ano negociado a R$ 3,80.<\/p>\n<p>\u201cO IPCA encerrou 2018 abaixo do centro da meta, ou seja, estando bem favor\u00e1vel, acompanhando a manuten\u00e7\u00e3o das taxas de juros. Para 2019, o BC leva em considera\u00e7\u00e3o a confirma\u00e7\u00e3o de todas as expectativas para a economia brasileira. Caso se concretize, o Brasil deve receber uma inje\u00e7\u00e3o forte de investimentos, e, nesse contexto, ter\u00edamos um aumento de renda a partir da oferta de emprego, gerando uma press\u00e3o de alta de consumo\u201d, explicou Ramos.<\/p>\n<p>De acordo com Fl\u00e1vio Serrano, economista da Haitong, o \u201carcabou\u00e7o macroecon\u00f4mico\u201d que o governo diz adotar \u00e9 algo visto como positivo pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras. \u201cAssim, isso pesa um pouco nas perspectivas apontadas\u201d, analisou, apesar de sinalizar que a proje\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica \u00e9 mais otimista que a internacional, a qual aponta para sinais de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mundial.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">A imin\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o de uma reforma da Previd\u00eancia mais r\u00edgida do que a proposta pelo governo Michel Temer surte efeito positivo nas previs\u00f5es dos economistas para a atividade deste ano. 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