{"id":8169,"date":"2018-12-10T09:32:11","date_gmt":"2018-12-10T11:32:11","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=8169"},"modified":"2018-12-10T09:32:11","modified_gmt":"2018-12-10T11:32:11","slug":"em-dois-anos-brasil-perdeu-mais-de-23-milhoes-de-postos-de-trabalho-formal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/em-dois-anos-brasil-perdeu-mais-de-23-milhoes-de-postos-de-trabalho-formal\/","title":{"rendered":"Em dois anos, Brasil perdeu mais de 2,3 milh\u00f5es de postos de trabalho formal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo per\u00edodo, aumentou em cerca de 1,2 milh\u00e3o o n\u00famero de trabalhadores informais. Renda de quem n\u00e3o tem carteira assinada \u00e9 76% menor que a do empregado formal. (Por Daniel Silveira, G1)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise no mercado de trabalho fez o Brasil perder mais de 2,3 milh\u00f5es de postos de trabalho formal em dois anos. \u00c9 o que aponta o levantamento divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o levantamento, o pa\u00eds encerrou 2017 com 54,2 milh\u00f5es de trabalhadores formais. Em 2015, eram 56,5 milh\u00f5es de trabalhadores formais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o trabalho informal aumentou em 1,2 milh\u00e3o o seu contingente neste mesmo per\u00edodo. Em 2015, havia no Brasil 36,1 milh\u00f5es de trabalhadores informais. Esse n\u00famero chegou a 37,3 milh\u00f5es em 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IBGE considera como trabalho formal aquele com carteira de trabalho assinada, inclusive do empregado dom\u00e9stico, assim como o trabalhador por conta pr\u00f3pria e o empregador que sejam contribuintes da previd\u00eancia social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o trabalho informal engloba os trabalhadores, incluindo os dom\u00e9sticos, que n\u00e3o possuem carteira assinada, bem como trabalhador por conta pr\u00f3pria e empregador que n\u00e3o contribuem com a previd\u00eancia, al\u00e9m do trabalhador familiar auxiliar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 em cada 5 trabalhadores s\u00e3o informais<\/strong><br \/>\nConforme o levantamento, em 2015, 61% dos trabalhadores ocupados no pa\u00eds estavam em postos formais. Em 2017, esse percentual caiu para 59,2%. J\u00e1 o trabalho informal saltou de 39% para 40,8% no mesmo per\u00edodo, o que representa 2 em cada 5 trabalhadores do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regionalmente, a informalidade estava mais presente nas Regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde os trabalhadores informais representavam, respectivamente, 59,5% e 56,2% da popula\u00e7\u00e3o ocupada. Sudeste e Sul tinham a menor propor\u00e7\u00e3o de informalidade, 33,8% e 29,1%, respectivamente. No Centro-Oeste, os informais representavam 39,1% dos trabalhadores informais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostrou, tamb\u00e9m, que a popula\u00e7\u00e3o preta e parda representava 46,9% dos trabalhadores informais, enquanto a branca, 33,7%. J\u00e1 na an\u00e1lise por sexo, o IBGE destacou que \u201ca propor\u00e7\u00e3o de homens e mulheres em trabalhos formais e informais \u00e9 semelhante\u201d, embora varie de acordo com a categoria de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o IBGE, entre os trabalhadores informais os homens s\u00e3o maioria quando considerados somente os empregados sem carteira assinada e os trabalhadores por conta pr\u00f3pria. J\u00e1 as mulheres s\u00e3o maioria entre os trabalhadores familiares auxiliares \u201ce comp\u00f5em quase que integralmente o trabalho dom\u00e9stico sem carteira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7os dom\u00e9sticos e agropecu\u00e1ria lideram a informalidade<\/strong><br \/>\nAinda de acordo com o IBGE, as atividades que mais concentram o trabalho informal s\u00e3o as de servi\u00e7os dom\u00e9sticos e agropecu\u00e1ria. Nestas duas atividades, mais de 2\/3 do pessoal ocupado era informal.<br \/>\n\u201cAo contr\u00e1rio de Servi\u00e7os dom\u00e9sticos, na Agropecu\u00e1ria, este percentual foi sendo reduzido ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica por conta da diminui\u00e7\u00e3o do pessoal ocupado na atividade, que foi mais intensa entre os informais\u201d, destacou o IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica tinha a menor propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores informais \u2013 20,8%. Sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os sociais aparece em segundo lugar, com 21,7% de seus trabalhadores ocupados de maneira informal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carteira assinada tem renda 76% maior<\/strong><br \/>\nO IBGE mostrou que a diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios pagos ao trabalhador com carteira assinada \u00e9, na m\u00e9dia nacional, 76% maior que daquele que n\u00e3o tem registro formal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rendimento m\u00e9dio mensal do trabalhador brasileiro em 2017 foi de R$ 2.039. Para o empregado com carteira assinada, o sal\u00e1rio m\u00e9dio era de R$ 2.038, enquanto para o sem carteira foi de R$ 1.158.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o trabalhador por conta pr\u00f3pria, a m\u00e9dia de rendimento mensal no ano passado foi de R$ 1.557. J\u00e1 para militares e funcion\u00e1rios p\u00fablicos, essa m\u00e9dia foi de R$ 3.767. Os maiores rendimentos eram obtidos pelos empregadores \u2013 R$ 5.211.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cor e g\u00eanero<\/strong><br \/>\nEm 2017, os trabalhadores brancos (R$ 2.615) ganhavam, em m\u00e9dia, 72,5% mais que os pretos ou pardos (R$ 1.516) e os homens (R$ 2.261) recebiam 29,7% a mais que as mulheres (R$ 1.743).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1 \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">No mesmo per\u00edodo, aumentou em cerca de 1,2 milh\u00e3o o n\u00famero de trabalhadores informais. Renda de quem n\u00e3o tem carteira assinada \u00e9 76% menor que a do empregado formal. (Por Daniel Silveira, G1) A crise no mercado de trabalho fez o Brasil perder mais de 2,3 milh\u00f5es de postos de trabalho formal em dois anos. 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