{"id":768,"date":"2017-12-12T18:18:53","date_gmt":"2017-12-12T20:18:53","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=768"},"modified":"2017-12-12T18:18:53","modified_gmt":"2017-12-12T20:18:53","slug":"mulheres-recebem-84-do-salario-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/mulheres-recebem-84-do-salario-dos-homens\/","title":{"rendered":"Mulheres recebem 84% do sal\u00e1rio dos homens"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em 2016, mulheres receberam em m\u00e9dia R$ 6 mil a menos que homens. Apesar da diferen\u00e7a, resultado \u00e9 melhor que o registrado em 2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhadoras brasileiras receberam o equivalente a 84% do sal\u00e1rio dos homens no Brasil, em m\u00e9dia, em 2016. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho, com base na Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sal\u00e1rio m\u00e9dio dos homens foi de R$ 2.886,24 no ano passado, e o das mulheres, de R$ 2.427,14. Considerando a remunera\u00e7\u00e3o de todo o ano passado e o 13\u00ba sal\u00e1rio, as mulheres receberam, em m\u00e9dia, R$ 6.000 a menos que os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da diferen\u00e7a, os n\u00fameros apontam uma melhora em rela\u00e7\u00e3o a 2015, quando a remunera\u00e7\u00e3o feminina representava 82% do sal\u00e1rio masculino. Os dados levam em considera\u00e7\u00e3o empregados formais no setor privado e no servi\u00e7o p\u00fablico do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cExistem diversas explica\u00e7\u00f5es para o fato de esses \u2018gaps\u2019 ainda prevalecerem. A discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma delas\u201d, afirmou Cecilia Machado, professora da Escola Brasileira de Economia e Finan\u00e7as da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a economista, h\u00e1 outras raz\u00f5es. As mulheres muitas vezes optam por posi\u00e7\u00f5es com, por exemplo, mais flexibilidade, o que pode interferir no sal\u00e1rio. Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel que as empresas em que as mulheres trabalham paguem menos, mas ofere\u00e7am outros tipos de benef\u00edcio que n\u00e3o s\u00e3o mensurados no sal\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 20px;\">Escolhas<\/span><\/strong><br \/>\nA quest\u00e3o do preconceito tem v\u00e1rias facetas. Em muitos casos, interfere at\u00e9 nas escolhas individuais. As pr\u00f3prias mulheres podem evitar carreiras que pagam melhor, mas s\u00e3o vistas como trabalho de homem, diz a professora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A engenheira Let\u00edcia Garcia viveu na pele essa percep\u00e7\u00e3o mais sutil. Em 2003, foi uma das oito mulheres que passaram no vestibular para cursar engenharia el\u00e9trica na Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Elas comemoraram um recorde: era a primeira vez que uma quantidade t\u00e3o grande de alunas era aprovada para o curso. Ao mesmo tempo, 36 homens compunham a turma de calouros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs pessoas questionam o porqu\u00ea de voc\u00ea fazer um curso t\u00e3o masculino. Eu respondia s\u00f3 que gostava de f\u00edsica e matem\u00e1tica. Tinha 17 anos, dava uma resposta inocente, n\u00e3o via maldade naquilo\u201d, lembra Let\u00edcia, hoje aos 32 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brasiliense, ela conta que ficou pouco tempo na iniciativa privada, como engenheira eletricista, e n\u00e3o notou diferen\u00e7a salarial em rela\u00e7\u00e3o aos colegas homens. Mas era sempre minoria. \u201cEm todos os meus empregos anteriores tinha mais homens do que mulheres. Muitas vezes eu era a \u00fanica mulher\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2011, foi aprovada em concurso da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) e passou a ter uma leitura mais particular ainda do mercado de trabalho: que o funcionalismo tende a dar um tratamento mais igualit\u00e1rio entre homens e mulheres. \u201cN\u00e3o tem diferencia\u00e7\u00e3o pois voc\u00ea entra num cargo independentemente do seu g\u00eanero, por meio de concurso.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, segundo o levantamento, no Distrito Federal, as mulheres ganharam, em m\u00e9dia, o equivalente a 98,6% do sal\u00e1rio m\u00e9dio dos trabalhadores homens. \u00c9 a menor diferen\u00e7a nacional. A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no grande n\u00famero de funcion\u00e1rios p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo Distrito Federal, como o acesso ao mercado se d\u00e1 principalmente por concurso, e as mulheres s\u00e3o maioria na aprova\u00e7\u00e3o, isso deve estar contribuindo para equalizar os sal\u00e1rios\u201d, afirma o coordenador-geral de estat\u00edsticas do Minist\u00e9rio do Trabalho, M\u00e1rio Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 casos em que elas recebem at\u00e9 mais. Na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e na constru\u00e7\u00e3o civil do Distrito Federal, elas ganham, na m\u00e9dia, mais que os homens \u2013 38,5% e 19,5% acima, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Garcia, no fim, a sua escolha foi gratificante. \u201cHoje vejo que fiz uma escolha boa para uma pessoa do meu g\u00eanero. Se tivesse na iniciativa privada, ganharia mais ou menos dinheiro? Como mulher, atingiria meu objetivo? N\u00e3o sei\u201d, diz. \u201cMas gosto de acreditar que as mulheres est\u00e3o todas ocupando o seu espa\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Gazeta do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Em 2016, mulheres receberam em m\u00e9dia R$ 6 mil a menos que homens. Apesar da diferen\u00e7a, resultado \u00e9 melhor que o registrado em 2015 Trabalhadoras brasileiras receberam o equivalente a 84% do sal\u00e1rio dos homens no Brasil, em m\u00e9dia, em 2016. 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