{"id":6979,"date":"2018-08-02T10:46:31","date_gmt":"2018-08-02T13:46:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=6979"},"modified":"2018-08-02T10:46:31","modified_gmt":"2018-08-02T13:46:31","slug":"banco-central-mantem-taxa-basica-de-juros-em-65-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/banco-central-mantem-taxa-basica-de-juros-em-65-ao-ano\/","title":{"rendered":"Banco Central mant\u00e9m taxa b\u00e1sica de juros em 6,5% ao ano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic \u00e9 a terceira consecutiva; decis\u00e3o foi un\u00e2nime e era largamente esperada por analistas do mercado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os membros do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros b\u00e1sicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a quarta reuni\u00e3o seguida em que a taxa foi fixada neste patamar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o desta quarta-feira, 1, era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 62 institui\u00e7\u00f5es consultadas pelo Proje\u00e7\u00f5es Broadcast, todas esperavam pela manuten\u00e7\u00e3o da Selic.<br \/>\nCopom<br \/>\nReuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) ocorre a cada 45 dias. Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao justificar a decis\u00e3o, o BC reafirmou por meio de comunicado que a evolu\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio b\u00e1sico e do balan\u00e7o de riscos prescreve manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic no n\u00edvel atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Comit\u00ea entende que essa decis\u00e3o reflete seu cen\u00e1rio b\u00e1sico e balan\u00e7o de riscos para a infla\u00e7\u00e3o prospectiva e \u00e9 compat\u00edvel com a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta no horizonte relevante para a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, que inclui o ano-calend\u00e1rio de 2019\u201d, completou o colegiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No documento, o BC tamb\u00e9m atualizou suas proje\u00e7\u00f5es para a infla\u00e7\u00e3o. No cen\u00e1rio de mercado \u2013 que utiliza expectativas para c\u00e2mbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relat\u00f3rio Focus -, o BC manteve sua proje\u00e7\u00e3o para o IPCA em 4,2% para 2018. No caso de 2019, a expectativa passou de 3,7% para 3,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cen\u00e1rio de refer\u00eancia, em que o BC utilizou uma Selic fixa a 6,50% e um d\u00f3lar a R$ 3,75 nos c\u00e1lculos, a proje\u00e7\u00e3o para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,2%. No caso de 2019, o \u00edndice projetado continuou em 4,1%. As proje\u00e7\u00f5es anteriores constaram no Relat\u00f3rio Trimestral de Infl\u00e7\u00e3o (RTI), divulgado no fim de junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O centro da meta de infla\u00e7\u00e3o perseguida pelo BC este ano \u00e9 de 4,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto porcentual (\u00edndice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta \u00e9 de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).<br \/>\nEfeitos da greve dos caminhoneiros<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Copom considerou que os efeitos da greve dos caminhoneiros \u2013 ocorrida entre o fim de maio e o come\u00e7o de junho \u2013 sobre a infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o se mostrando tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIndicadores recentes da atividade econ\u00f4mica refletem os efeitos da paralisa\u00e7\u00e3o no setor de transporte de cargas, mas h\u00e1 evid\u00eancias de recupera\u00e7\u00e3o subsequente\u201d, afirmou o \u00f3rg\u00e3o, por meio de comunicado. \u201cO Comit\u00ea considera que os efeitos dos choques recentes sobre a infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o se revelando tempor\u00e1rios, mas \u00e9 importante acompanhar ao longo do tempo o cen\u00e1rio b\u00e1sico e seus riscos e avaliar o poss\u00edvel impacto mais perene de choques sobre a infla\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou o documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob o impacto da greve, \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou e chegou a 1,26% em junho. Para julho, por\u00e9m, a expectativa dos analistas de mercado consultados pelo BC no Relat\u00f3rio Focus \u00e9 de uma infla\u00e7\u00e3o de apenas 0,30%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Copom refor\u00e7ou nesta quarta-feira, 31, que sua atua\u00e7\u00e3o deve se pautar na evolu\u00e7\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o e da atividade econ\u00f4mica. Mais uma vez, o colegiado explicou que os choques de pre\u00e7os relativos devem ser combatidos apenas em seus efeitos secund\u00e1rios, por meio dos quais podem alterar os balan\u00e7os de riscos para a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsses efeitos podem ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas de infla\u00e7\u00e3o ancoradas nas metas. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica entre choques recentes e a pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d, acrescentou o BC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Copom repetiu ainda que os pr\u00f3ximos passos da pol\u00edtica monet\u00e1ria continuar\u00e3o dependendo da evolu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, do balan\u00e7o de riscos e das proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCen\u00e1rio externo desafiador, mas \u2018mais acomodado\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o comunicado do Copom, o cen\u00e1rio externo continua desafiador, apesar de ter apresentado certa acomoda\u00e7\u00e3o no per\u00edodo recente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs principais riscos est\u00e3o associados \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o das taxas de juros em algumas economias avan\u00e7adas e a incertezas referentes ao com\u00e9rcio global. O apetite ao risco em rela\u00e7\u00e3o a economias emergentes manteve-se relativamente est\u00e1vel, em n\u00edvel aqu\u00e9m do observado no in\u00edcio do ano\u201d, afirmou o Copom, por meio de comunicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de considerar evid\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica ap\u00f3s a greve dos caminhoneiros, o BC relatou que a continuidade do processo de melhora da economia passou a ter um ritmo mais gradual do que o esperado antes da paralisa\u00e7\u00e3o do setor transporte de cargas entre o fim de maio e o come\u00e7o de junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No documento, o Copom mais de uma vez afirmou que a infla\u00e7\u00e3o de junho \u2013 de 1,26% \u2013 refletiu os efeitos da greve, mas ressaltou que esses impactos devem ser tempor\u00e1rios. \u201cAs medidas de infla\u00e7\u00e3o subjacente ainda seguem em n\u00edveis baixos, inclusive os componentes mais sens\u00edveis ao ciclo econ\u00f4mico e \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d, concluiu o BC.<br \/>\nNecessidade de reformas estruturais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Banco Central voltou a defender a agenda de reformas estruturais e alertou, sem citar diretamente o debate eleitoral, que a percep\u00e7\u00e3o sobre a continuidade dos ajustes afeta as expectativas sobre a economia brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Comit\u00ea enfatiza que a continuidade do processo de reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira \u00e9 essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o baixa no m\u00e9dio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da economia\u201d, afirmou o Copom, por meio de comunicado. O Comit\u00ea ressalta ainda que a percep\u00e7\u00e3o de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e proje\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas correntes\u201d, completou o BC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o colegiado, o risco de frustra\u00e7\u00e3o das expectativas sobre a continuidade de reformas \u2013 o que pode afetar pr\u00eamios de risco e elevar a trajet\u00f3ria de infla\u00e7\u00e3o \u2013 permanece em n\u00edveis elevados, assim como o risco de deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo para as economias emergentes.<br \/>\nCom\u00e9rcio e ind\u00fastria concordam com decis\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a Fiesp, que representa a ind\u00fastria paulista, ressalta a necessidade de o Brasil prosseguir com reformas para que os juros convirjam para n\u00edveis internacionais. A Firjan, das ind\u00fastrias do Estado do Rio, avalia que a atividade segue recupera\u00e7\u00e3o de forma lenta e a infla\u00e7\u00e3o continua abaixo da meta do Banco Central, portanto, n\u00e3o havia motivos para subir os juros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o superintendente institucional da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, h\u00e1 tr\u00eas raz\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o da taxa: a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 no centro da meta, o n\u00edvel da atividade econ\u00f4mica est\u00e1 muito fraco e acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o no \u00faltimo m\u00eas foi \u201cacidental e pontual, provocada pela paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros\u201d. \u201cQualquer aumento de juros nesse momento iria inviabilizar uma melhora da atividade\u201d, afirma, em comunicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente em exerc\u00edcio da Fiesp e do Ciesp, Jos\u00e9 Ricardo Roriz, destaca que, a despeito de a taxa Selic ter ca\u00eddo para n\u00edveis historicamente baixos, essa queda ainda n\u00e3o foi \u201cplenamente percebida\u201d nos custos dos empr\u00e9stimos. \u201cS\u00e3o cruciais, portanto, medidas que reduzam o elevado custo do cr\u00e9dito\u201d, afirma, em nota comentando a decis\u00e3o do Copom. Ele ressalta que o avan\u00e7o das reformas que \u201cequacionem o grave desequil\u00edbrio fiscal\u201d \u00e9 crucial para que o juro b\u00e1sico recue \u201cde forma consistente\u201d para n\u00edveis condizentes com os padr\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No comunicado da Firjan, a institui\u00e7\u00e3o afirma que a decis\u00e3o do BC foi \u201cacertada\u201d. \u201c\u00c9 importante destacar que a mudan\u00e7a no direcionamento na pol\u00edtica econ\u00f4mica, com a ado\u00e7\u00e3o de medidas que aumentaram os custos sobre o setor produtivo, freou a recupera\u00e7\u00e3o da atividade e reduziu o n\u00edvel de confian\u00e7a dos empres\u00e1rios\u201d, afirma o texto, que pede a retomada das reformas estruturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: O Estado de S.Paulo \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic \u00e9 a terceira consecutiva; decis\u00e3o foi un\u00e2nime e era largamente esperada por analistas do mercado Os membros do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros b\u00e1sicos da economia) em 6,50% ao ano. 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