{"id":6909,"date":"2018-07-23T13:03:13","date_gmt":"2018-07-23T16:03:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=6909"},"modified":"2018-07-23T13:03:13","modified_gmt":"2018-07-23T16:03:13","slug":"lucro-de-grandes-bancos-deve-somar-r-18-bi-no-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/lucro-de-grandes-bancos-deve-somar-r-18-bi-no-trimestre\/","title":{"rendered":"Lucro de grandes bancos deve somar R$ 18 bi no trimestre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Apoiados no cr\u00e9dito a pessoa f\u00edsica, os quatro maiores bancos de capital aberto devem mostrar resultados melhores no segundo trimestre. O lucro combinado de Ita\u00fa Unibanco, Banco do Brasil (BB), Bradesco e Santander Brasil deve ficar em R$ 18,031 bilh\u00f5es, segundo m\u00e9dia de proje\u00e7\u00f5es de analistas consultados pelo Valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero indica crescimento de 13,5% em rela\u00e7\u00e3o ao obtido entre abril e junho do ano passado. No primeiro trimestre, o resultado combinado das quatro maiores institui\u00e7\u00f5es foi de R$ 17,4 bilh\u00f5es, alta de 11,4% em 12 meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se espera, novamente, um desempenho forte do cr\u00e9dito. H\u00e1 uma retomada, mas ela ainda \u00e9 lenta. Analistas do Goldman Sachs veem sinais de uma acelera\u00e7\u00e3o \u201cgradual, mas consistente\u201d das opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos e financiamentos. Dados do Banco Central (BC) mostram aumento de 1,7% no estoque de opera\u00e7\u00f5es dos bancos privados no bimestre encerrado em maio \u2013 per\u00edodo mais recente dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDevemos mais uma vez ver um trimestre neutro para os bancos brasileiros, j\u00e1 que o crescimento do cr\u00e9dito permanece muito fraco, a despeito de alguns sinais animadores do BC sobre os bancos do setor privado\u201d, afirmam analistas do Bradesco BBI em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, um dos grandes vetores do resultado deve vir dos empr\u00e9stimos e financiamentos ao varejo \u2013 segmento que tem sido prioridade para as grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras no p\u00f3s-crise. O cr\u00e9dito a pessoas f\u00edsicas tem spreads mais elevados que as opera\u00e7\u00f5es com empresas, o que ajudar\u00e1 os bancos a sustentar suas margens financeiras e compensar o impacto negativo decorrente da queda da Selic.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 nos primeiros tr\u00eas meses deste ano, os bancos come\u00e7aram a sinalizar que a origina\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos a pessoas f\u00edsicas estava voltando aos n\u00edveis anteriores \u00e0 crise econ\u00f4mica, e essa tend\u00eancia deve se acelerar na nova safra de resultados, aponta o Goldman Sachs. Conforme an\u00e1lise do banco americano, os balan\u00e7os tamb\u00e9m devem mostrar novos sinais de recupera\u00e7\u00e3o no cr\u00e9dito a empresas, especialmente no segmento de micro, pequenas e m\u00e9dias. O apetite para empr\u00e9stimos \u00e0s grandes companhias continua limitado, segundo os analistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 que o impacto da greve dos caminhoneiros se mostre pontual e muito pequeno nos resultados. Segundo o Credit Suisse, n\u00e3o deve ser suficiente para desacelerar o cr\u00e9dito ou levar a revis\u00f5es do \u201cguidance\u201d fornecido pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior impacto da greve, de acordo com o banco su\u00ed\u00e7o, deve recair sobre o BB, por conta de sua exposi\u00e7\u00e3o ao agroneg\u00f3cio. Pode haver algum aumento na inadimpl\u00eancia desses clientes, mas esse movimento deve ser compensado pela melhora no varejo. \u201cA marca de um crescimento s\u00f3lido do cr\u00e9dito \u00e9 particularmente bem-vinda \u00e0 luz da revis\u00e3o do PIB para baixo pelas \u00e1reas de macroeconomia ao longo do trimestre e da greve dos caminhoneiros\u201d, dizem analistas do Credit Suisse em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme tend\u00eancia que j\u00e1 se viu nos \u00faltimos trimestres, o risco do cr\u00e9dito deve continuar melhorando \u2013 muito por conta do segmento de pessoas f\u00edsicas, mas em parte tamb\u00e9m por uma melhora nas opera\u00e7\u00f5es com pessoa jur\u00eddica. Analistas da XP Investimentos destacam uma potencial melhora na din\u00e2mica de inadimpl\u00eancia do Bradesco, com impacto positivo nas despesas com provis\u00f5es para devedores duvidosos (PDD). O Credit Suisse n\u00e3o descarta a possibilidade de o banco da Cidade de Deus reduzir sua proje\u00e7\u00e3o para despesas contra calotes, que est\u00e1 entre R$ 16 bilh\u00f5es e R$ 19 bilh\u00f5es para este ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o Goldman Sachs, ainda existe espa\u00e7o para uma queda maior da inadimpl\u00eancia do mercado como um todo em 2018. No entanto, analistas da casa consideram improv\u00e1vel que o indicador volte ao patamar de 2,7% apresentado no fim de 2014, como foi sinalizado por alguns executivos de bancos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ponto de aten\u00e7\u00e3o deve ser os resultados de tesouraria, especialmente do Ita\u00fa e do Santander, que vieram acima do esperado no primeiro trimestre. A volatilidade das taxas de juros nos meses de abril a junho pode pesar no Santander, mas, no caso do Ita\u00fa, deve ser neutralizada pela pol\u00edtica de hedge, segundo relat\u00f3rio da XP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Valor \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Apoiados no cr\u00e9dito a pessoa f\u00edsica, os quatro maiores bancos de capital aberto devem mostrar resultados melhores no segundo trimestre. O lucro combinado de Ita\u00fa Unibanco, Banco do Brasil (BB), Bradesco e Santander Brasil deve ficar em R$ 18,031 bilh\u00f5es, segundo m\u00e9dia de proje\u00e7\u00f5es de analistas consultados pelo Valor. 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