{"id":6283,"date":"2018-05-21T10:13:18","date_gmt":"2018-05-21T13:13:18","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=6283"},"modified":"2018-05-21T10:13:18","modified_gmt":"2018-05-21T13:13:18","slug":"eles-trabalham-sem-carteira-assinada-ganham-menos-e-ainda-pagam-mais-juros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias-em-destaque\/eles-trabalham-sem-carteira-assinada-ganham-menos-e-ainda-pagam-mais-juros\/","title":{"rendered":"Eles trabalham sem carteira assinada, ganham menos e ainda pagam mais juros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 aumentando o n\u00famero de trabalhadores sem carteira assinada e que ganham menos do que o sal\u00e1rio anterior, quando eram contratados pelo regime da CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o bastasse isso, eles ainda pagam juros mais altos do que o normal e est\u00e3o mais sujeitos ao superendividamento. Especialistas em finan\u00e7as pessoais afirmam que, por n\u00e3o conseguir comprovar renda, esses trabalhadores geralmente t\u00eam acesso a produtos banc\u00e1rios com juros elevados, sobretudo o cart\u00e3o de cr\u00e9dito e o cheque especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que o n\u00famero de trabalhadores sem carteira assinada cresceu 5,2% nos tr\u00eas primeiros meses de 2018, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O total de profissionais na informalidade passou de 10,2 milh\u00f5es para 10,7 milh\u00f5es no per\u00edodo analisado. Ao mesmo tempo, a renda m\u00e9dia dessas pessoas caiu 4,1%, de R$ 1.284 para R$ 1.231.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A economista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Ione Amorim diz que esses trabalhadores enfrentam uma situa\u00e7\u00e3o perversa. Eles encontram taxas de juros mais altas justamente no momento em que precisam complementar a renda. \u201cEssa realidade de informalidade no emprego [trabalho sem carteira assinada] e a redu\u00e7\u00e3o na renda se refletem no n\u00edvel de endividamento da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quase 1.000% ao ano podem ser os juros do cart\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo o Banco Central, para quem paga a fatura m\u00ednima do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, os juros m\u00e9dios do rotativo s\u00e3o, em m\u00e9dia, de 320,4% ao ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas essa taxa pode chegar a 800% ao ano. Para o consumidor que n\u00e3o paga nem mesmo o m\u00ednimo exigido pelo banco, os juros m\u00e9dios sobem para 380,1% ao ano e podem chegar a 960,9% ao ano. No caso do cheque especial, os juros chegam a 504% ao ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A economista do Idec afirma que, al\u00e9m de usar com mais frequ\u00eancia o cart\u00e3o de cr\u00e9dito e o cheque especial, esse consumidor tende a recorrer ao cr\u00e9dito pessoal e aos cart\u00f5es de lojas. \u201cEle precisa readequar o seu padr\u00e3o de vida para n\u00e3o viver de cr\u00e9dito\u201d, diz Ione.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conven\u00e7a as crian\u00e7as a gastar menos e adie viagens<\/strong> <br \/>\nO economista do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal Ronalde Silva Lins afirma que a economia brasileira est\u00e1 em um processo de lenta retomada, com um crescimento t\u00edmido do emprego. Para ele, o trabalhador que n\u00e3o tem carteira assinada n\u00e3o deve realizar empr\u00e9stimos em condi\u00e7\u00e3o alguma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs bancos est\u00e3o muito agressivos, e o consumidor pode se endividar ainda mais\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do economista, o principal cuidado desses trabalhadores deve ser envolver toda a fam\u00edlia no planejamento das despesas de casa. \u201cO planejamento deve envolver todos, especialmente as crian\u00e7as, que s\u00e3o os maiores consumidores de uma fam\u00edlia\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lins tamb\u00e9m diz que as pessoas que est\u00e3o ganhando menos devem cortar gastos com o lazer, ao menos em um primeiro momento. \u201cPode adiar um passeio ou uma viagem.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o compre TV ou celular no cart\u00e3o<\/strong> <br \/>\nO especialista em investimentos do Banco Ourinvest Mauro Calil diz que o cuidado b\u00e1sico na hora de consumir \u00e9 gastar menos do que ganha. Ele tamb\u00e9m afirma que os trabalhadores que tiveram a renda reduzida n\u00e3o devem utilizar cr\u00e9dito para comprar produtos que n\u00e3o s\u00e3o urgentes, como uma televis\u00e3o ou um celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Calil, gastos com produtos que s\u00e3o importantes para \u201calavancar a vida\u201d, com um cr\u00e9dito imobili\u00e1rio ou um financiamento estudantil, s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o a essa regra. \u201cO trabalhador que est\u00e1 na informalidade pode precisar comprar uma batedeira, por exemplo, para fazer um brigadeiro gourmet\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: UOL \/ CONTEC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Est\u00e1 aumentando o n\u00famero de trabalhadores sem carteira assinada e que ganham menos do que o sal\u00e1rio anterior, quando eram contratados pelo regime da CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho). 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