{"id":5673,"date":"2018-03-16T11:28:01","date_gmt":"2018-03-16T14:28:01","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=5673"},"modified":"2018-03-16T11:32:39","modified_gmt":"2018-03-16T14:32:39","slug":"morte-de-uma-guerreira-marielle-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/morte-de-uma-guerreira-marielle-presente\/","title":{"rendered":"Morte de uma guerreira, Marielle Presente!"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-5675\" src=\"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"402\" data-wp-pid=\"5675\" srcset=\"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-400x300.jpg 400w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-24x18.jpg 24w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-36x27.jpg 36w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-48x36.jpg 48w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele-600x450.jpg 600w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mariele.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielle Franco foi assassinada por mais um ato de viol\u00eancia e exterm\u00ednio que corresponde ao cotidiano da popula\u00e7\u00e3o negra e lutadora no Brasil. Cotidiano, que Marielle, como militante feminista, negra, socialista e moradora da periferia conhecia bem e lutava para transformar.<br \/>\n Marielle nunca se calou diante das injusti\u00e7as que assolam o Rio de Janeiro, denunciou a viol\u00eancias nas comunidades, a farsa das UPPs e, mais recentemente, a interven\u00e7\u00e3o militar no estado. O crime teve repercuss\u00e3o internacional, nos principais jornais do mundo. Ve\u00edculos de Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Peru, Venezuela destacaram a morte da parlamentar e sua biografia.<br \/>\n \u00a0<br \/>\n <strong>ONU<\/strong><br \/>\n A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) no Brasil manifestou consterna\u00e7\u00e3o com o assassinato da defensora dos direitos humanos. Em nota, a entidade diz que espera rigor na investiga\u00e7\u00e3o do caso e breve elucida\u00e7\u00e3o, com responsabiliza\u00e7\u00e3o pela autoria do crime: &#8220;Marielle era um dos marcos da renova\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres, diferenciando-se pelo car\u00e1ter progressista em assuntos sociais no contexto da responsabilidade do Poder Legislativo local&#8221;.<br \/>\n \u00a0<br \/>\n <strong>Assassinato<\/strong><br \/>\n Quinta vereadora mais votada da cidade do Rio em 2016 (com 46.502 votos), a ativista feminista, negra e lideran\u00e7a na favela da Mar\u00e9, onde cresceu, Marielle Franco, foi morta a tiros no bairro do Est\u00e1cio, regi\u00e3o central, por volta das 9h da noite. Ela estava dentro de um carro acompanhada de um motorista, que tamb\u00e9m foi morto, e de uma assessora, que sobreviveu. Quatro dos nove tiros dirigidos contra a vereadora atingiram sua cabe\u00e7a.<\/p>\n<p> A parlamentar voltava do evento Jovens Negras Movendo as Estruturas, na Lapa, quando teve o carro emparelhado por outro ve\u00edculo. Nenhum sinal de assalto, mas fortes ind\u00edcios de execu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n Quatro dias antes, Marielle havia denunciado o assassinato de dois jovens e a trucul\u00eancia policial durante opera\u00e7\u00f5es na Favela de Acari, na zona norte do Rio na \u00faltima semana. Ela compartilhou uma publica\u00e7\u00e3o no Facebook e comentou que o batalh\u00e3o que atua na regi\u00e3o \u00e9 conhecido como \u201cbatalh\u00e3o da morte\u201d. Escreveu: \u201cPrecisamos gritar para que todos saibam o est\u00e1 acontecendo em Acari nesse momento. O 41\u00b0 Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro est\u00e1 aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um val\u00e3o. Hoje a pol\u00edcia andou pelas ruas amea\u00e7ando os moradores. Acontece desde sempre e com a interven\u00e7\u00e3o ficou ainda pior\u201d.<br \/>\n \u00a0<br \/>\n <strong>Mandato<\/strong><br \/>\n Usava o mandato para denunciar a viol\u00eancia policial e para cuidar dos interesses e preocupa\u00e7\u00f5es de mulheres negras como ela. Eleita pelo PSOL, a soci\u00f3loga p\u00f3s-graduada em administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica acabara de ser nomeada relatora da comiss\u00e3o da C\u00e2mara Municipal que deveria fiscalizar a interven\u00e7\u00e3o militar na seguran\u00e7a do estado do Rio.<\/p>\n<p> Marielle estava no primeiro mandato como parlamentar. Tinha 38 anos. Era soci\u00f3loga, com mestrado em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Foi \u00e0 luta contra a viol\u00eancia policial nas favelas que a aproximou da pol\u00edtica. Foi aluna e depois assessora de Marcelo Freixo, na Assembleia Legislativa do Rio.<br \/>\n \u00a0<br \/>\n <strong>Interven\u00e7\u00e3o militar<\/strong><br \/>\n A vereadora era uma das vozes mais duras contra a interven\u00e7\u00e3o militar no Rio de Janeiro, decretada por Temer. H\u00e1 duas semanas, havia assumido a relatoria da Comiss\u00e3o da C\u00e2mara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar a interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a p\u00fablica do estado.<br \/>\n \u00a0<br \/>\n Marielle, Presente!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Marielle Franco foi assassinada por mais um ato de viol\u00eancia e exterm\u00ednio que corresponde ao cotidiano da popula\u00e7\u00e3o negra e lutadora no Brasil. Cotidiano, que Marielle, como militante feminista, negra, socialista e moradora da periferia conhecia bem e lutava para transformar. 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