{"id":382,"date":"2017-12-09T19:23:28","date_gmt":"2017-12-09T21:23:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=382"},"modified":"2017-12-09T19:23:28","modified_gmt":"2017-12-09T21:23:28","slug":"bradesco-e-condenado-por-manter-cobranca-de-metas-apos-cortes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/bancos\/bradesco\/bradesco-e-condenado-por-manter-cobranca-de-metas-apos-cortes\/","title":{"rendered":"Bradesco \u00e9 condenado por manter cobran\u00e7a de metas ap\u00f3s cortes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ex-gerente teve quadro de depress\u00e3o agravado em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho que implicavam cr\u00edticas do superintendente feitas em p\u00fablico e de maneira depreciativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou o Bradesco a indenizar em R$ 50 mil uma ex-gerente que teve quadro de depress\u00e3o agravado em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Para os ministros, a doen\u00e7a foi diretamente influenciada pela cobran\u00e7a de metas excessivas, que implicavam cr\u00edticas do superintendente feitas em p\u00fablico e de maneira depreciativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banc\u00e1ria alegou que conseguia cumprir os objetivos at\u00e9 a sa\u00edda de um gerente de contas de sua equipe sem a redu\u00e7\u00e3o proporcional das metas nem a nomea\u00e7\u00e3o de um novo gerente em tempo razo\u00e1vel. O superintendente n\u00e3o atendia seu pedido para a reposi\u00e7\u00e3o de pessoal e, segundo testemunhas, cobrava, de forma enf\u00e1tica, o alcance de resultados. Ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o de desempenho, o banco a despediu sem justa causa, enquanto apresentava epis\u00f3dio depressivo grave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de reconhecer que as situa\u00e7\u00f5es vivenciadas no banco contribu\u00edram para o agravamento da depress\u00e3o, o Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR) n\u00e3o concluiu pela ocorr\u00eancia de ass\u00e9dio moral e absolveu o Bradesco da indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 30 mil por dano moral determinada pelo ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relator do recurso da banc\u00e1ria ao TST, o ministro Mauricio Godinho Delgado afirmou que houve ass\u00e9dio moral decorrente de cobran\u00e7as de metas invi\u00e1veis, e o agravamento dos epis\u00f3dios depressivos estava relacionado \u00e0s atividades desempenhadas pela empregada. Segundo Godinho, esse tipo de ass\u00e9dio se caracteriza por condutas abusivas, mediante gestos, palavras e atitudes, praticadas sistematicamente pelo superior hier\u00e1rquico contra o subordinado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro concluiu que os fatos realmente atentaram contra a dignidade, a integridade ps\u00edquica e o bem-estar individual \u2013 bens imateriais protegidos pela Constitui\u00e7\u00e3o \u2013, justificando a repara\u00e7\u00e3o por dano moral. Por unanimidade, a Terceira Turma acompanhou o voto do relator para estabelecer a indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 50 mil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Ex-gerente teve quadro de depress\u00e3o agravado em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho que implicavam cr\u00edticas do superintendente feitas em p\u00fablico e de maneira depreciativa. 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