{"id":3060,"date":"2018-02-11T18:34:48","date_gmt":"2018-02-11T20:34:48","guid":{"rendered":"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/?p=3060"},"modified":"2018-02-11T18:36:10","modified_gmt":"2018-02-11T20:36:10","slug":"automacao-vai-mudar-a-carreira-de-16-milhoes-de-brasileiros-ate-2030","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/noticias\/automacao-vai-mudar-a-carreira-de-16-milhoes-de-brasileiros-ate-2030\/","title":{"rendered":"Automa\u00e7\u00e3o vai mudar a carreira de 16 milh\u00f5es de brasileiros at\u00e9 2030"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3062\" src=\"http:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao.jpg\" alt=\"Automa\u00e7\u00e3o vai mudar a carreira de 16 milh\u00f5es de brasileiros at\u00e9 2030\" width=\"1920\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao.jpg 1048w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-450x225.jpg 450w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-768x384.jpg 768w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-24x12.jpg 24w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-36x18.jpg 36w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-48x24.jpg 48w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-600x300.jpg 600w, https:\/\/sjcbancarios.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/automacao-800x400.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 20px;\">S\u00f3 no Brasil, 15,7 milh\u00f5es de trabalhadores ser\u00e3o afetados pela automa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey.<\/span><\/h2>\n<p>Uma amostra recente foi o corte de 60 mil cargos p\u00fablicos anunciado pelo governo Michel Temer este m\u00eas, boa parte em raz\u00e3o da obsolesc\u00eancia, como no caso de datil\u00f3grafos e digitadores.<\/p>\n<p>No mundo, no per\u00edodo entre 2015 e 2020, o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial prev\u00ea a perda de 7,1 milh\u00f5es de empregos, principalmente aqueles relacionados a fun\u00e7\u00f5es administrativas e industriais.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de especialistas da \u00e1rea \u00e9 que o mercado de trabalho passa por uma grande reestrutura\u00e7\u00e3o, semelhante \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o industrial. A diferen\u00e7a \u00e9 que agora tudo acontece muito mais r\u00e1pido: desde 2010, o n\u00famero de rob\u00f4s industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<p>No Brasil, cerca de 11.900 rob\u00f4s industriais ser\u00e3o comercializados entre 2015 e 2020, segundo a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Rob\u00f3tica.<br \/>\n A Roboris, que tem entre seus clientes a Embraer, \u00e9 uma das fornecedoras que atuam no pa\u00eds. Segundo o presidente da empresa, Guilherme Souza, 30, o interesse da ind\u00fastria brasileira pela automa\u00e7\u00e3o vem crescendo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAcredito que os custos falam por si s\u00f3, s\u00e3o um fator bem convincente. Mas, mais do que os custos, as empresas perceberam que se n\u00e3o aderissem a essa tecnologia, elas n\u00e3o seriam mais competitivas\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No mundo, entre 400 milh\u00f5es e 800 milh\u00f5es ser\u00e3o afetados pela automa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030, a depender do ritmo de avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, segundo a McKinsey. Isso equivale a algo entre 11% e 23% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa global, calculada pela OIT em 3,5 bilh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que todos perder\u00e3o o emprego, mas que ser\u00e3o impactados em algum grau, que vai de desemprego a ter um \u201ccobot\u201d (colega de trabalho rob\u00f4 com quem divide as fun\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>\u2018DE HUMANOS\u2019<\/strong><br \/>\n A mudan\u00e7a \u00e9 positiva na medida em que libera profissionais de tarefas mon\u00f3tonas, que por sua vez podem ser feitas com maior rapidez e efici\u00eancia quando automatizadas.<\/p>\n<p>\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que fica claro que os trabalhos para humanos ter\u00e3o que envolver qualidades humanas, como criatividade\u201d, afirma Jos\u00e9 Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a Am\u00e9rica Latina e Caribe. \u201cIsso soa muito legal, mas a quest\u00e3o \u00e9: quantos trabalhos para pessoas criativas ser\u00e3o gerados?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, por exemplo, projeta um aumento na demanda nas \u00e1reas de arquitetura, engenharia, computa\u00e7\u00e3o e matem\u00e1tica, entre outras.<br \/>\n Esse incremento de vagas, contudo, n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para absorver quem perdeu o trabalho em outros setores, al\u00e9m de exigirem alta qualifica\u00e7\u00e3o, avalia a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DESIGUALDADE<\/strong><br \/>\n Nesse cen\u00e1rio de extin\u00e7\u00e3o grande de trabalhos que exigem pouca qualifica\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de um n\u00famero menor que exige muita, a tend\u00eancia \u00e9 de aumento da desigualdade, alerta a OIT.<\/p>\n<p>O fim de fun\u00e7\u00f5es hoje exercidas pela popula\u00e7\u00e3o de baixa e m\u00e9dia renda vai gerar desemprego e pressionar para baixo o sal\u00e1rio das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho.<\/p>\n<p>Mesmo quem tem uma vis\u00e3o mais positiva sobre o futuro, como a McKinsey, sugere a cria\u00e7\u00e3o de uma renda b\u00e1sica universal (principal bandeira do petista Eduardo Suplicy) como uma op\u00e7\u00e3o diante do enxugamento de vagas de menor qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um sintoma j\u00e1 percept\u00edvel desse processo \u00e9 a queda ou estagna\u00e7\u00e3o da renda fruto de sal\u00e1rios e capital em dois ter\u00e7os dos lares das economias avan\u00e7adas entre 2005 e 2014, maior retrocesso desde os anos 1970, diz a consultoria.<\/p>\n<p>Um caminho para contornar o problema \u00e9 treinar a for\u00e7a de trabalho para que aqueles de menor qualifica\u00e7\u00e3o profissional n\u00e3o fiquem para tr\u00e1s, diz o diretor da OIT.<br \/>\n \u201cOs novos empregos que est\u00e3o sendo criados demandam habilidades matem\u00e1ticas, anal\u00edticas e digitais. Isso significa que \u00e9 preciso treino vocacional\u201d, afirma. Ele cita como exemplo o Senai, cuja proposta \u00e9 preparar m\u00e3o de obra t\u00e9cnica para a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Estudo na Unicef divulgado em dezembro alerta para o risco da tecnologia digital transformar-se em um novo motor de desigualdade. Embora 1 em cada 3 usu\u00e1rios da internet seja uma crian\u00e7a, h\u00e1 ainda 346 milh\u00f5es de jovens sem acesso ao mundo digital.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma forte preocupa\u00e7\u00e3o com os trabalhadores de menor qualifica\u00e7\u00e3o, em termos do impacto da tecnologia. Essas pessoas n\u00e3o s\u00e3o realmente alfabetizadas digitais, e n\u00e3o ter\u00e3o oportunidade para aprender habilidades espec\u00edficas. Eles ser\u00e3o deixados para tr\u00e1s e ter\u00e3o uma empregabilidade muito pequena\u201d, diz Salazar, da OIT.<\/p>\n<p>A velocidade com que as mudan\u00e7as ocorrem demanda mudan\u00e7as tamb\u00e9m na educa\u00e7\u00e3o dos mais velhos, diante do prolongamento da vida profissional, na esteira do aumento da longevidade.<\/p>\n<p>A automa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a \u00fanico motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. A emerg\u00eancia de novas rela\u00e7\u00f5es profissionais fora do contrato tradicional \u00e9 outro fator desestabilizador. Um novo grupo de pessoas cresce \u00e0 margem dos direitos trabalhistas, classificados ora como \u201ctrabalhadores independentes\u201d, ora como \u201cinvis\u00edveis\u201d ou simplesmente \u201cinformais\u201d.<\/p>\n<p><strong>FLEXIBILIDADE<\/strong><br \/>\n Segundo pesquisa feita pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial com diretores das \u00e1reas de recursos humanos em empresas de 15 pa\u00edses, 44% deles acreditam que o maior impacto no mercado hoje vem das mudan\u00e7as no ambiente de trabalho, como home office, e nos arranjos flex\u00edveis, como contrata\u00e7\u00e3o de pessoas f\u00edsicas para trabalhar por projeto (a chamada \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o ). O percentual \u00e9 semelhante entre os brasileiros (42%).<\/p>\n<p>Outra forma emergente de trabalho s\u00e3o os relacionados \u00e0 \u201cgig economy\u201d, como plataformas online e aplicativos \u2013programadores freelance e motoristas de Uber entram nessa categoria.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 de que as empresas reduzam ao m\u00e1ximo o n\u00famero de empregados fixos dentro do contrato tradicional, terceirizando para consultores o que for poss\u00edvel como forma de redu\u00e7\u00e3o de custos e ganho de efici\u00eancia, segundo o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n<p>Assim, embora a tecnologia gere uma demanda por novas atividades altamente qualificadas, como programa\u00e7\u00e3o de um aplicativo, a probabilidade \u00e9 que as empresas terceirizem a fun\u00e7\u00e3o, em vez de contratar diretamente esse profissional.<\/p>\n<p>Gerenciamento de m\u00eddias sociais \u00e9 um exemplo de fun\u00e7\u00e3o repassada a consultores, pagos por tarefa. Essa aus\u00eancia do reconhecimento de uma rela\u00e7\u00e3o de emprego faz a OIT classificar esse tipo de trabalho como \u201cinvis\u00edvel\u201d. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se elas ser\u00e3o regulamentadas ou se cair\u00e3o no trabalho informal, diz a OIT.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos Estados Unidos e na Europa ganha for\u00e7a a classifica\u00e7\u00e3o da categoria como \u201ctrabalhadores independentes\u201d, calculada em 162 milh\u00f5es de pessoas pela consultoria McKinsey.<\/p>\n<p>A reforma trabalhista feita no Brasil no final de 2017 tentou abarcar em parte essas mudan\u00e7as, ao regulamentar o home office, por exemplo. Pol\u00eamicas, como a situa\u00e7\u00e3o dos motoristas de Uber, contudo, persistem.<\/p>\n<p><strong>O NOVO E O VELHO<\/strong><br \/>\n Um desafio extra para o Brasil \u00e9 que ele precisa come\u00e7ar a lidar com essas quest\u00f5es novas ao mesmo tempo em que ainda n\u00e3o resolveu problemas antigos, como o alto \u00edndice de informalidade, que voltou a subir durante a crise e hoje atinge 44,6% dos trabalhadores, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso estender a cobertura da legisla\u00e7\u00e3o ao \u201cvelho\u201d e ao \u201cnovo\u201d mercado, Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a Am\u00e9rica Latina e Caribe.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo n\u00e3o \u00e9 proteger o emprego em si, mas sim garantir os direitos trabalhistas cl\u00e1ssicos mesmo que haja mais flexibilidade\u201d, diz.<br \/>\n Para ele, a reforma trabalhista, ao formalizar atividades de tempo parcial ou de curta dura\u00e7\u00e3o, oficializa essa desestrutura\u00e7\u00e3o do mercado.<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista microecon\u00f4mico, \u00e9 bastante racional que voc\u00ea elimine cargos intermedi\u00e1rios. Mas, do ponto de vista social, a coisa se complica, porque voc\u00ea vai ter menos empregos de qualidade e de maior renda. Consequentemente, uma sociedade mais polarizada, o que significa mais desigual e com dificuldades de se integrar\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Fonte: Folha on line<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">S\u00f3 no Brasil, 15,7 milh\u00f5es de trabalhadores ser\u00e3o afetados pela automa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey. Uma amostra recente foi o corte de 60 mil cargos p\u00fablicos anunciado pelo governo Michel Temer este m\u00eas, boa parte em raz\u00e3o da obsolesc\u00eancia, como no caso de datil\u00f3grafos e digitadores. 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