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setembro 10, 2026

Sindicatos assinam acordo coletivo Fenaban 2026-2028.

A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), representando os sindicatos filiados, assinou, nesta quarta-feira (9), em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026-2028 da categoria bancária com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A Feeb SP/MS esteve presente e assinou a renovação da CCT nas duas mesas de negociação da Campanha Nacional dos Bancários, junto ao Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários e também pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC).

A nova Convenção terá vigência até 31 de agosto de 2028 e garante, nos dois anos, a reposição integral da inflação medida pelo INPC acrescida de 0,6% de aumento real sobre salários e demais verbas econômicas. O acordo também preserva os direitos previstos na CCT e incorpora novas conquistas relacionadas à saúde, às condições de trabalho e à proteção dos trabalhadores.

“Esta assinatura representa o resultado de uma campanha construída com muita negociação, mobilização e participação das nossas bases. A Feeb SP/MS esteve presente em todas as etapas e nas duas mesas nacionais, defendendo as reivindicações da categoria. Saímos de uma proposta que impunha perda salarial para uma CCT que garante reposição da inflação, aumento real e preservação dos nossos direitos. É uma conquista coletiva dos bancários e bancárias”, afirma o presidente da Feeb SP/MS, David Zaia.

O que a nova CCT garante aos bancários:

GANHO REAL EM TODAS AS VERBAS
Nos dois anos de vigência da CCT, salários e demais verbas econômicas terão reposição integral do INPC + 0,6% de aumento real.

O reajuste alcança salários, PLR, tanto na regra básica quanto na parcela adicional —, vales alimentação e refeição, 13ª cesta-alimentação, auxílio-creche/babá, auxílio a filhos com deficiência e verba de requalificação profissional, entre outras.

DIREITOS PRESERVADOS
A renovação mantém as garantias previstas na Convenção Coletiva e acrescenta novas proteções diante das transformações no mundo do trabalho.

SAÚDE MENTAL E NR-1
Amplia a participação dos trabalhadores na discussão e gestão dos riscos psicossociais, fortalecendo as ações de prevenção ao adoecimento relacionado ao trabalho.

COMBATE AO ASSÉDIO
O canal de denúncias de assédio moral e sexual passa a receber também relatos de atos praticados por clientes contra bancários e bancárias.

MONITORAMENTO DIGITAL
A CCT estabelece maior transparência e limites para o uso de ferramentas de monitoramento no trabalho, além da garantia de feedback humanizado.

DIREITO À DESCONEXÃO
Reforça o respeito ao período de descanso, garantindo que bancários e bancárias não sejam obrigados a atender ou responder mensagens de gestores ou clientes fora da jornada de trabalho.

PROTEÇÃO NO FECHAMENTO DE AGÊNCIAS
Para trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências, a CCT estabelece um Programa de Indenização, Qualificação e Recolocação, com diagnóstico profissional, plano individualizado de qualificação, apoio à recolocação no mercado de trabalho e indenização adicional, além daquela já prevista na Convenção.

PARALISAÇÃO DE 20 DE AGOSTO
O dia de paralisação será abonado para os trabalhadores das bases que aprovaram o acordo.

PLR será paga até 30 de setembro

Com a assinatura da CCT, os bancários receberão a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao adiantamento do exercício de 2026, até 30 de setembro.

Para o secretário-geral da Feeb SP/MS, Reginaldo Breda, a conclusão da negociação demonstra a importância da organização coletiva e da mobilização construída ao longo da campanha.

“Essa assinatura é resultado de um processo que envolveu negociação, mobilização e participação dos sindicatos e dos trabalhadores em nossas bases. A paralisação realizada durante a campanha mostrou aos bancos que a categoria estava disposta a defender seus direitos. Encerramos essa etapa com a CCT renovada, direitos preservados e novas conquistas, mas seguiremos atentos às transformações do setor financeiro e aos impactos que elas trazem para o emprego e para as condições de trabalho”, destaca Breda.

Mobilização foi decisiva

A assinatura encerra uma Campanha Nacional marcada por negociações intensas e pela mobilização da categoria. Ao longo das rodadas, os representantes dos trabalhadores cobraram a reposição integral da inflação, aumento real e a preservação dos direitos previstos na Convenção Coletiva.

A pressão dos bancários contribuiu para que as negociações avançassem até a proposta final de reposição integral do INPC acrescida de 0,6% de aumento real, aplicada aos salários e às demais verbas econômicas.

A mobilização teve um de seus principais momentos em 20 de agosto, quando bancários das bases da Feeb SP/MS realizaram paralisação de 24 horas, com 865 agências fechadas.

Para a Federação, o resultado reafirma a importância da organização dos trabalhadores, da negociação coletiva nacional e da atuação conjunta das entidades sindicais na defesa e ampliação dos direitos da categoria.

Negociações específicas continuam

A assinatura da CCT encerra a negociação nacional com a Fenaban, mas as tratativas para renovação dos acordos específicos do Banco do Brasil e da Caixa seguem em andamento.

No Banco do Brasil, após a rejeição da proposta pela maioria das assembleias, as negociações foram reabertas na terça-feira (8). O banco, porém, manteve a proposta anteriormente apresentada, sem novos avanços. A proposta está sendo novamente submetida à avaliação dos funcionários em assembleias.

Na Caixa, a proposta para renovação do ACT específico foi rejeitada pela maioria das assembleias, que também aprovou greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). As negociações foram retomadas nesta quarta-feira (9) e uma nova rodada está prevista para hoje (10). Até o momento, a decisão de greve está mantida, enquanto os representantes dos empregados seguem cobrando avanços na mesa de negociação.

Fonte: Federação dos bancários de SPMS