27ª Conferência Nacional dos Bancários aprova plano de lutas, defesa da soberania nacional e dos bancos públicos.

Com o tema “O Futuro que Queremos: Justo, Soberano, Sustentável, Inclusivo e Democrático”, a 27ª Conferência Nacional dos Bancários foi encerrada neste domingo (24), em São Paulo, após três dias de debates com mais de 600 delegados de todo o País. O Sindicato esteve presente com 22 dirigentes sindicais e funcionários.
Neste domingo, os delegados sindicais presentes aprovaram resoluções e moções, após apresentação das propostas tiradas nas conferências estaduais e regionais, e que orientarão a Campanha Nacional da categoria.
Entre as deliberações, estão a defesa da democracia e da soberania nacional, a justiça tributária — com correção da tabela do Imposto de Renda, isenção para salários de até R$ 5 mil, equiparação da PLR aos lucros e dividendos e maior tributação sobre os super-ricos — o fim da escala 6×1, que é uma reivindicação nacional.
Também foi aprovada a atuação em prol da regulação das redes sociais, com o combate às fake news e a proteção de menores, através da mobilização dos bancários e campanhas de conscientização.
No campo econômico, foi reforçada defesa do PIX como política de Estado, contra a interferência de interesses externos, e a estatização do sistema financeiro
Defesa do Banco do Brasil
Um dos pontos centrais foi a aprovação de um grande ato em defesa do Banco do Brasil, após a instituição solicitar à Advocacia-Geral da União providências jurídicas contra perfis que disseminam desinformação nas redes sociais.
As publicações incentivam clientes a fecharem suas contas e divulgam boatos sobre supostas sanções internacionais. Em ofício, o BB alertou que as fake news ameaçam a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. A conferência aprovou uma mobilização em 27 de março em defesa do banco, pedindo punições aos responsáveis.
O presidente do Sindicato reafirma a importância da união contra a desinformação sobre o Banco do Brasil. “As fake news contra o Banco do Brasil são um ataque não apenas à instituição, mas a todo o sistema financeiro nacional. Vamos reforçar a mobilização da categoria em defesa dos bancos públicos”, ressaltou.
Três dias de debates
A programação da Conferência Nacional teve início na sexta-feira (22), com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que abordou os impactos do tarifaço imposto pelo governo Trump na economia brasileira e destacou ações do Governo Lula para estimular crédito, garantir empregos e abrir novos mercados.
No sábado (23), os debates trataram da democracia brasileira, dos impactos da inteligência artificial e novas tecnologias, da transformação do emprego bancário e saúde mental e da revisão do Sistema Financeiro Nacional.

Também foi apresentada durante o evento a Consulta Nacional à categoria, que recebeu mais de 33 mil respostas, além de uma homenagem aos 40 anos da greve geral de 1985 — lembrada no documentário “Nada Foi Dado – 1985. Antes do direito, a luta”, que será lançado pelo Sindicato no próximo dia 28.
Acordo assegura reajuste em 2025
A conferência também lembrou que o acordo coletivo aprovado em 2024, com validade de dois anos, garante para 2025 reajuste salarial pela inflação (INPC de agosto) mais 0,6% de aumento real em salários e demais verbas como tíquete alimentação e refeição.
A CCT vigente prevê ainda a antecipação da PLR em setembro, a 13ª cesta alimentação em outubro e mais de 100 cláusulas sobre combate ao assédio, igualdade de gênero, inclusão e proteção contra a violência doméstica.

“A Conferência colocou nas mãos dos delegados a missão de organizar, mobilizar e manter a unidade da categoria para a campanha em 2026, que é um ano de eleição presidencial. O momento requer força para garantir nossos direitos e empregos”, diz Débora Ferreira Machado, diretora do Sindicato presente na conferência.
Resoluções aprovadas
Realizar ato nacional no dia 27 de agosto, em defesa do Banco do Brasil;
Eleger candidaturas ligadas à classe trabalhadora;
Resolução sobre a regulação, com estatização do Sistema Financeiro Nacional;
Defesa dos Bancos e Empresas Públicas e a Importância dos Serviços Públicos;
Saúde e Condições de Trabalho;
Defesa da Soberania, da Democracia e do PIX;
Justiça Tributária Já! Que os super ricos paguem mais, para que o povo pague menos;
Regulação das redes sociais: uma urgência democrática!;
Redução da Jornada e Fim da Escala 6×1;
Resolução contra o fechamento de agências bancárias e em defesa do emprego bancário;
Regulação do Sistema Financeiro Nacional;
Formação da Classe Trabalhadora;
Comunicação Popular na Era das Redes Sociais;
Novas Formas de Mobilização.
Moções – Além das resoluções, foram aprovadas quatro moções: De repúdio às práticas de contratação fraudulenta adotadas pelo banco Santander; De apoio ao Supremo Tribunal Federal e em defesa da soberania nacional; Contrária à pauta de anistia geral e irrestrita aos participantes da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023; Pelo fim do genocídio do povo palestino.
Fonte: Bancários de Campinas
