COE Itaú e banco avançam na negociação para renovação do Acordo Macro.

Reunião presencial tratou de home office, trabalho aos domingos, acolhimento após afastamentos, NR-1 e monitoramento dos trabalhadores.
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e representantes do banco se reuniram presencialmente nesta quinta-feira (29) para dar continuidade às negociações para renovação do Acordo Macro. A Feeb SP/MS participou da reunião representada por Daniele Miyachiro.
Entre os pontos discutidos estão as regras para home office, remuneração do trabalho aos domingos, programa de acolhimento, aplicação da NR-1, controle de ponto e monitoramento dos trabalhadores.
Trabalho aos domingos
Um dos avanços da negociação foi o atendimento à reivindicação da COE para pagamento de 100% sobre as horas trabalhadas aos domingos.
A medida havia sido reivindicada pela representação dos trabalhadores durante as discussões para renovação do acordo.
Home office
Em relação ao home office, serão mantidas as condições previstas no acordo anterior. A alteração apresentada pelo banco envolve as superintendências, que, a partir de 2027, passarão a ter trabalho presencial quatro vezes por semana.
Programa de acolhimento
A COE também discutiu mudanças no programa de acolhimento destinado aos trabalhadores que retornam de períodos de afastamento.
A reivindicação é incluir no acordo uma previsão que proteja, especialmente nas áreas administrativas, os empregados que permaneceram afastados por determinado período, evitando que essa condição resulte em prejuízo na avaliação de desempenho.
NR-1
Sobre a NR-1 e a avaliação dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, o Itaú informou que utilizará uma pesquisa baseada na metodologia britânica HSE, que deverá abranger todos os trabalhadores do banco.
A aplicação está prevista para fevereiro de 2027.
Controle de ponto e monitoramento
Durante a reunião, o banco também informou que apurou denúncias relacionadas ao controle eletrônico de ponto e que as investigações resultaram, inclusive, em desligamento.
Outro ponto de cobrança da COE foi a necessidade de maior transparência sobre as ferramentas utilizadas pelo Itaú para monitorar a atividade dos trabalhadores.
O banco se comprometeu a apresentar as diferentes ferramentas adotadas em cada área. A preocupação da representação sindical está especialmente voltada às áreas digitais, diante da utilização de mecanismos capazes de acompanhar indicadores como períodos considerados de inatividade.
“A negociação trouxe avanços importantes, mas ainda temos pontos que precisam ser aprofundados. A COE continuará cobrando transparência, principalmente sobre as ferramentas de monitoramento, para que a tecnologia não seja utilizada de forma a gerar pressão ou avaliações injustas sobre os trabalhadores”, afirma Daniele Miyachiro, representante da Feeb SP/MS na COE Itaú.
Fonte: Federação dos bancários de SPMS
