BANCOS PRIVADOS – Após mais de 30 horas de negociação, Fenaban apresenta INPC + 0,6% de aumento real. Assembleia nesta quinta-feira, dia 03, a partir das 19h00. VOTE AQUI!

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Proposta avança na pauta econômica e também contempla temas como NR-1, riscos psicossociais, direito à desconexão, monitoramento digital; Feeb SP/MS atuou na defesa das bancárias e dos bancários nas duas mesas nacionais.
Após mais de 30 horas de negociação nesta etapa final da Campanha Nacional dos Bancários 2026, foi encerrada no ultimo sábado (29) a mesa com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Depois de sucessivas rodadas e de uma longa negociação, os bancos apresentaram proposta com reposição de 100% do INPC mais 0,6% de aumento real acima da inflação neste ano e 100% do INPC mais 0.6% acima da inflação no ano que vem sobre todas as verbas.
A proposta representa uma mudança significativa em relação ao cenário apresentado no início da semana, quando a Fenaban chegou a oferecer reajuste abaixo da inflação. A mobilização da categoria e a atuação das entidades sindicais nas mesas de negociação elevaram o patamar da proposta até a reposição integral da inflação acrescida de ganho real.
Proposta econômica garante reposição da inflação e aumento real
No campo econômico, a proposta apresentada pela Fenaban prevê 100% do INPC mais 0,6% de ganho real para os salários, além da aplicação do percentual negociado à PLR e às verbas definidas no fechamento da mesa.
Nas rodadas anteriores, os bancos já haviam avançado para garantir 100% do INPC sobre diversas verbas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), entre elas os auxílios creche e babá, auxílio para filhos com deficiência, ajuda de custo do teletrabalho, salário de ingresso, gratificação de caixa, adicional por tempo de serviço.
Também foram incluídos na correção pelo INPC valores referentes à requalificação profissional, auxílio-funeral, indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, ajuda para deslocamento noturno e multa por descumprimento da CCT.
NR-1: negociação amplia participação sindical no acompanhamento dos riscos psicossociais
Entre os avanços na área de saúde e condições de trabalho está a discussão sobre a aplicação da NR-1 e o gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente bancário.
O texto prevê que seja apresentado à Mesa de Negociação Nacional sobre Saúde dos Bancários um quadro setorial sobre a aplicação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com destaque para os fatores de riscos psicossociais previstos na NR-1.
Nos bancos que possuem comissão de empregados, os documentos disponibilizados às entidades sindicais deverão ser apresentados e analisados anualmente no âmbito dessas comissões. Nos demais bancos, as informações serão disponibilizadas à entidade sindical abrangida pela Convenção Coletiva.
A proposta estabelece critérios para garantir a proteção dos dados pessoais e o sigilo dos prontuários médicos, ao mesmo tempo em que possibilita à representação sindical acompanhar informações relacionadas à saúde e à segurança no trabalho.
As divergências que não forem solucionadas nas comissões de empregados deverão ser encaminhadas à Mesa de Negociação Nacional sobre Saúde dos Bancários antes da adoção de qualquer medida judicial.
Assédio, desconexão e monitoramento entram no debate
A negociação também tratou de outras questões relacionadas às novas formas de organização do trabalho.
Em relação ao assédio moral, sexual e outras formas de violência, a proposta inclui no canal de denúncias dos bancos os casos ocorridos no ambiente de trabalho, inclusive quando o agressor for cliente.
No monitoramento digital, o texto estabelece princípios para a utilização de equipamentos e ferramentas de trabalho pelos bancários mantendo a transparência, o respeito à privacidade e a intimidade do trabalhador e em conformidade com a legislação vigente e a LGPD.
Durante o teletrabalho, fica vedada a captura de imagens e/ou áudios dos empregados para fiscalização do cumprimento da jornada. O documento estabelece ainda que avaliações, advertências ou outras medidas disciplinares não poderão ser aplicadas de forma unicamente automatizada, devendo estar sujeitas à avaliação humana realizada por gestor ou preposto da empresa.
Outro avanço está no direito à desconexão. O texto estabelece que o empregado tem direito a se desconectar e deve compatibilizar suas atividades profissionais com os intervalos para refeição e os demais períodos de descanso. Também determina que o trabalhador não é obrigado a atender demandas profissionais durante os intervalos e períodos de descanso ou férias, independentemente do meio utilizado, como ligações, mensagens escritas, áudio ou videochamadas.
Com o encerramento das tratativas, a proposta será submetida a avaliação dos bancários e das bancárias para votação em assembleia que inicia nesta quinta-feira, dia 03 às 19h00 e encerra no dia 04, sexta-feira, as 19h00.
Fonte: Federação dos bancários de SPMS
