GT Saúde Caixa cobra maior participação da empresa no custeio e soluções para déficit.

O Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa da CONTEC se reuniu na tarde desta quinta-feira (14) para dar continuidade às discussões sobre a sustentabilidade do plano de saúde dos empregados da Caixa Econômica Federal.
Atendendo a solicitações feitas em encontros anteriores, a empresa apresentou dados atualizados sobre receitas e despesas do Saúde Caixa. O relatório apontou um déficit de R$ 346,3 milhões no primeiro semestre de 2025 e uma projeção preocupante: o prejuízo pode alcançar R$ 700 milhões até o fim do ano.
A representação dos empregados reforçou a cobrança para que a Caixa aumente sua participação no custeio do plano e retire o teto de contribuição previsto no estatuto da própria empresa.
“Impor todo esse déficit aos empregados significará, de um lado, a saída de muitos trabalhadores que não terão condições de pagar, e, de outro, o afastamento daqueles que verão o valor ultrapassar — e muito — o que é praticado no mercado”, alertou o coordenador da mesa de negociação da CONTEC, Willian Louzada.
Outro ponto de pauta foi a exigência de que a Caixa assuma os custos decorrentes de decisões judiciais sobre procedimentos autorizados, mas não previstos no regulamento do Saúde Caixa.
“Uma decisão judicial não pode onerar os empregados; a responsabilidade é da empresa”, destacou Marcelo Pizzo, representante da FEEB Minas Gerais.
A representação também cobrou esclarecimentos sobre a base de cálculo dos 6,5% de contribuição, especialmente para aposentados e empregados que sacaram o saldo do novo plano, já que esse parâmetro impacta diretamente o valor da mensalidade.
Todas as informações apresentadas pela Caixa estão sendo avaliadas pela consultoria atuarial contratada pelas entidades, que fará a análise técnica e projetará cenários para subsidiar as próximas negociações.
“Esperamos que, nas reuniões de setembro, a Caixa traga propostas concretas para ampliar sua participação no custeio do Saúde Caixa, evitando penalizar ainda mais empregados e aposentados, que já enfrentam dificuldades para arcar com o valor atual”, concluiu Louzada.
Fonte: Coordenação da Comissão de Negociação CONTEC/CAIXA
